Pela IL, o deputado Gonçalo Maia Camelo considerou que o processo de reconversão da antiga Escola Básica de São Jorge num lar para idosos é “um exemplo claro do que é muita parra e pouca uva”, criticando os sucessivos anúncios sem execução concreta.
Gonçalo Maia Camelo afirmou que o dossiê “é também mais um exemplo do que acabou por ser, no fundo, o PRR”, classificando o programa como “um repositório de falhanços, de desperdícios e de desaproveitamento de verbas”.
O liberal sustentou que os mais de cinco milhões de euros previstos no PRR para o projeto “foram-se”, defendendo que os prazos já não permitem a concretização da obra com aquele financiamento.
Segundo o deputado, o excesso de burocracia e as regras da contratação pública dificultaram a execução dos projetos. “As entidades promotoras não estavam capacitadas para lidar” com os processos exigidos, afirmou, criticando ainda aquilo que considerou serem interpretações rígidas e “dogmáticas” das normas administrativas.
O deputado único da IL defendeu que o mais importante é “encontrar uma solução de vez”, começando por clarificar “o que se quer fazer e onde está o dinheiro para o fazer”.
A IL reiterou ainda a preferência por um modelo de concessão da futura unidade ao setor social ou privado, considerando-o “o modelo mais racional”, mas exigindo “transparência” nos processos.
“Não é com ajustes diretos a entidades ‘ad hoc’, a IPSS que aparecem de um dia para o outro”, afirmou, acrescentando que o financiamento às entidades gestoras deve ser adequado. “Querem poupar muito, mas depois pagam amendoins, e como dizem os britânicos, quem paga amendoins recebe macacos”, declarou.
O parlamentar sustentou que é urgente “desencalhar este dossiê” e colocar o equipamento ao serviço da população, sobretudo para responder às necessidades dos cuidados continuados e às chamadas “altas problemáticas” no Serviço Regional de Saúde.