MADEIRA Meteorologia

“O crescimento não está a ser recompensado pelo Estado”, defende Miguel Albuquerque

Data de publicação
27 Março 2026
17:35

A revisão da Lei das Finanças Regionais e o modelo de financiamento das regiões autónomas estiveram em destaque na segunda Conferência da Autonomia, que decorreu esta sexta-feira na sala do pátio 1 da reitoria da Universidade da Madeira.

O encontro contou com a participação de várias figuras de relevo nacional, entre as quais Guilherme d’Oliveira Martins, ex-ministro e presidente do Tribunal de Contas e Paulo Núncio, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, como moderador Miguel de Sousa.

Na abertura da sessão, o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, defendeu a necessidade de revisão da atual Lei das Finanças Regionais, considerando que o modelo em vigor é “iníquo” e “penaliza as regiões autónomas”.

Segundo o governante, o atual enquadramento acaba por beneficiar os territórios com menor crescimento económico, prejudicando regiões como a Madeira, que têm registado um desempenho económico consistente. “O crescimento não está a ser recompensado”, afirmou.

Miguel Albuquerque sublinhou ainda que as regiões autónomas constituem um “bom negócio” para o Estado, na medida em que “assumem diversas responsabilidades sem a correspondente compensação financeira”. Criticou, neste sentido, o facto de os custos associados à insularidade, designadamente nas áreas da saúde, transportes e serviços públicos, não serem devidamente assegurados pela República, apesar do que está previsto na Constituição.

O chefe do executivo madeirense apontou igualmente fragilidades ao nível da presença do Estado na Região, referindo insuficiências nas áreas da defesa, da segurança e da fiscalização marítima, bem como a necessidade de reforçar o investimento em infraestruturas estratégicas, como portos e aeroportos.

No plano geopolítico, destacou a importância da Madeira na projeção atlântica de Portugal, defendendo que o atual contexto internacional exige um maior investimento público na Região, nomeadamente no domínio da defesa.

A concluir, Miguel Albuquerque apelou a uma revisão estrutural da Lei das Finanças Regionais, defendendo um enquadramento de médio e longo prazo, baseado no equilíbrio e na clarificação das responsabilidades entre o Estado e as regiões autónomas. Sublinhando ainda que esta é uma matéria que deve ultrapassar clivagens partidárias e envolver toda a sociedade.

OPINIÃO EM DESTAQUE

HISTÓRIAS DA MINHA HISTÓRIA

22/05/2026 07:30

Após o meu último texto, publicado neste espaço, em que discorri sobre as várias significações que atribuímos ao número sete, não pude deixar de pensar...

Ver todos os artigos

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

Acha que Portugal não devia participar na Eurovisão, em protesto pela presença de Israel?

Enviar Resultados
RJM PODCASTS

Mais Lidas

Últimas