O realizador argentino Federico Luis venceu hoje a Palma de ouro para melhor curta-metragem no Festival de Cannes com “Para los contenderes” (Para os oponentes), sobre o boxe infantil no México.
“É maravilhoso estar aqui, e também um pouco agridoce, sabendo que tantas coisas cruéis acontecem no mundo”, disse Luis ao receber o prémio, decidido pelo júri presidido pela cineasta espanhola Carla Simón, na gala de encerramento da 79.ª edição do festival francês.
O cineasta, nascido em Buenos Aires em 1990, agradeceu ao júri pelo prémio e também aos seus amigos e familiares pelo apoio, com uma saudação especial a Tepito, o bairro operário que é o berço de alguns dos pugilistas mais duros da Cidade do México e onde filmou esta curta-metragem.
Por sua vez, os atores Emmanuel Macchia e Valentin Campagne receberam, o prémio ex aequo [em conjunto] de Melhor Ator no Festival de Cannes, pelo seu trabalho em ‘Coward’ [Covarde], de Lukas Dhont.
“Espero sinceramente que este filme permita aos jovens, homens e mulheres, jovens em geral, amarem-se e aceitarem-se tal como são”, disse visivelmente emocionado o ator belga Emmanuel Macchia, de 20 anos, para quem este foi o seu primeiro papel no cinema.
Na mesma linha, o prémio de Melhor Atriz foi atribuído à franco-belga Virginie Efira e à japonesa Tao Okamoto pela sua interpretação no filme “Soudain”, do realizador japonês Ryusuke Hamaguchi.
Por sua vez, o francês Emmanuel Marre venceu o prémio de melhor argumento por ‘Notre Salut’, filme que também realizou.
A cantora e atriz Barbra Streisand, 84 anos, agradeceu ao Festival de Cannes a Palma de Ouro honorária que recebeu hoje, um prémio que não pôde receber pessoalmente devido a uma lesão no joelho e a recomendações médicas.
Numa mensagem em vídeo, recordou como se apaixonou pelo cinema e as dificuldades que enfrentou para se tornar realizadora.
“Eu era mulher, o que já era um obstáculo, e pior, era uma atriz que queria realizar, por isso todos os estúdios me rejeitaram”, disse, depois de agradecer à atriz francesa Isabelle Huppert por ter aceite o prémio em seu nome em Cannes.
Recordou como se apaixonou pelo cinema ao ver filmes a preto e branco num pequeno cinema da sua escola, e foi assim que descobriu grandes cineastas como François Truffaut e Akira Kurosawa.
Mais tarde, teve a oportunidade de trabalhar com realizadores de renome, mas cedo percebeu que também queria contar as suas próprias histórias.
Nesta edição, o cineasta neozelandês Peter Jackson recebeu também uma Palma de Ouro honorária durante a cerimónia de abertura, e o ator John Travolta, surpreendentemente, recebeu outra.
A filmografia de Streisand inclui títulos como “Funny Girl” (1968), “Hello, Dolly!” (1969), “What’s Up, Doc?” (1972), “The Way We Were” (1973), “Funny Lady” (1975), “A Star Is Born” (1976) e “The Prince of Tides” (1991).
Entre os seus prémios no mundo do cinema, ganhou dois Óscares, de Melhor Atriz por “Funny Girl” e de Melhor Canção Original por “Evergreen”, do filme “A Star Is Born”, e oito Globos de Ouro