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Paulo Lobo diz que solução para a habitação não é combater setores do turismo e AL

Marco Milho

Jornalista

Data de publicação
27 Março 2026
17:03

Paulo Lobo, vereador com os pelouros do planeamento e urbanismo na Câmara Municipal do Funchal, considerou que os desafios que se colocam à habitação surgem de um “crescimento muito rápido” da economia da Região e de setores como o do turismo. No entanto, ressalva, o objetivo é encontrar soluções, que não podem passar por combater o que diz serem “setores fundamentais”.

“Temos um problema que resulta de uma boa razão e para o qual temos de encontrar soluções. É algo que se gera por um crescimento muito rápido”, disse o autarca na conferência ‘Madeira: Prioridades e Desafios’, iniciativa do JM e do Expresso.

Paulo Lobo explicou que a Câmara do Funchal tem procurado utilizar ferramentas que “permitem cortar custos e tempos” para encontrar soluções mais rápidas.

Entre as soluções nas quais a autarquia está a trabalhar, apontou a revisão do PDM focada na habitação, “para permitir mais incentivos para a construção de habitação”.

Paulo Lobo explicou que equilibrar o acesso à habitação “depende dos incentivos que se pode dar”, sublinhando que “se houvesse mais capacidade de construção estaríamos a dar atenção a ambos os segmentos”.

O autarca salientou ainda que o tema do Alojamento Local é complexo e transversal às grandes cidades do país. No Funchal, explicou, a resposta passou por impedir mais AL em prédios de habitação coletiva, mas frisa que a solução para a habitação não pode passar por limitar “um negócio que teve e tem um papel importante”.

“Não queremos travar esse negócio, mas queremos que daqui para a frente a maior parte dos fogos sejam colocados no mercado da habitação”, disse. “Não é um problema do AL, mas o AL é um componente desta questão.”

De igual modo, Paulo Lobo falou sobre o turismo e a pressão que tem sido colocada na Região e em particular no Funchal.

“No dia em que virmos o turismo como um problema, estamos a ver a questão da forma errada”, apontou. “A nossa perspetiva não é combater um setor fundamental, mas perceber os problemas e criar soluções que permitam manter as cidades acessíveis para todos.”

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