David Correia, administrador da Socicorreia, defendeu que uma parte da solução para os problemas do setor imobiliário e habitação passa pelas alterações aos Planos Diretores Municipais (PDM), considerando que há duas opções para construir mais casas: mais terrenos ou prédios mais altos.
No segundo painel da conferência ‘Madeira: Prioridades e Desafios’, uma iniciativa do JM e do Expresso, que decorreu esta sexta-feira no auditório do Colégio dos Jesuítas, David Correia explicou que o abrandamento no setor decorre de uma diminuição da oferta, do menor número de licenciamentos, e correlacionou que a suspensão do Alojamento Local também influenciou alguns investidores.
Mesmo assim, o administrador da Socicorreia realçou que a procura pela Madeira continua, com preponderância de novos mercados, como da América do Norte. Essa procura é também influenciada pela qualidade de vida, pela proximidade às principais capitais europeias – acessíveis com ligações diretas – e o bom clima.
David Correia explicou que o mercado sofreu ajustes nos últimos anos, dando conta de que atualmente os empreendimentos têm apartamentos mais compactos – com menos fogos de tipologia T3, por exemplo –, mas que, em contrapartida, os compradores valorizam os “amenities”, como piscina, solário ou concierge.
O administrador frisou ainda que a construção na Madeira “tem muita qualidade”, algo que, diz, é elogiado e valorizado por clientes estrangeiros.
A concluir, e quando questionado sobre as formas para dar resposta aos desfios do setor, David Correia disse querer ver “até onde vai a ambição nas alterações aos PDM”.
“Precisamos de mais solo, ou então de construir em altura”, adiantou.