Embora esteja a funcionar desde o início de agosto, foi hoje que o Santander inaugurou a sua nova sede na Rua 31 de Janeiro, num prédio de 2.000 metros quadrados (m2), dos quais 1.000 m2 são de balcão.
O banco de origem espanhola, que ficou com o antigo Banif, tem 30% de quota de mercado na Madeira, o que corresponde a cerca de 110 mil clientes, entre particulares e empresas. Atualmente, tem 21 balcões espalhados pelo território insular.
As novas instalações vieram substituir a sede histórica na Rua João Tavira. O prédio no Tavira já está totalmente desocupado, estando agora a decorrer apenas os trabalhos de reposição das condições para a entrega ao proprietário, a Associação de Socorros Mútuos 4 de setembro de 1862.
O Santander vai continuar a ser inquilino, mas agora da família proprietária da Indutora, a empresa madeirense que também funcionou no prédio da 31 de Janeiro. O Santander ocupa três pisos deste imóvel, dois que acolhem os serviços do banco e um terceiro (cave) que corresponde à garagem.
Ontem, na Rua 31 de Janeiro, o clima era de festa. A administradora do banco em Portugal, Isabel Guerreiro, enfatizou que aquele balcão era o primeiro "smart red" da Região, um novo conceito que está a ser introduzido pela marca.
Isabel Guerreiro vê a Madeira "com um enorme potencial de crescimento", uma visão que é ajudada pelos números que o secretário regional da Economia lhe terá transmitido. "Aprendi hoje aqui que, em cinco anos, multiplicaram por três ou por cinco o número de empresas na área tecnológica", mencionou.
Por seu turno, o secretário regional da Economia comentou a subida de ontem da taxa de juro. "É uma penalidade para toda a sociedade, para o Governo e para as entidades públicas que também têm stock de dívida, para as empresas que recorrem ao crédito, mas também para as famílias que recorreram ao crédito habitação", avaliou.
Sem poder de decisão na política monetária, Rui Barreto vê apenas como solução dos governos o uso de instrumentos da "política orçamental" para acudir às subidas sucessivas das taxas de juro.
Alberto Pita