Célia Pessegueiro, presidente do PS-Madeira, voltou a insistir hoje que o Governo Regional deve recorrer às verbas do Orçamento Regional avançar com uma “intervenção urgente” no Seixal. Recorde-se que ainda ontem uma nova queda de pedras feriu com gravidade um agente da PSP.
No local, próximo ao túnel João Delgado, onde a líder socialista se fez acompanhar esta manhã por Olavo Câmara, presidente da Câmara do Porto Moniz, e Emanuel Câmara, deputado na Assembleia da República, foi manifestada a solidariedade socialista para com a população e os autarcas, que, como foi referido, “são obrigados a lidar com esta situação da frequente queda de pedras, que ameaça vidas e bens”.
Um concelho como o Porto Moniz,” que tanto contribui para a economia regional, com as suas paisagens e as visitas de turistas”, merece, no entender de Célia Pessegueiro, que “o Orçamento Regional, que é o maior de sempre, tenha verbas para salvaguarda da segurança da população”.
“É incompreensível e não é aceitável que, perante a tragédia humana, perante as vidas que já se perderam e perante acidentes como aquele que aconteceu ainda ontem, a resposta seja não há dinheiro”, condenou, reiterando que é “urgente” a execução da obra.
A presidente do PS recordou que “esta intervenção já chegou a ser anunciada pelo próprio Governo Regional no passado, esteve inscrita no PIDDAR e teve verbas destinadas, mas houve uma decisão política de não avançar com a mesma”. Trata-se, como criticou, de “uma decisão que está a custar à população, que agora sofre as consequências e teme pela sua própria vida”.
Mais insistiu Pessegueiro que o Executivo “não tem de ficar à espera de verbas de fundos comunitários ou de outros programas, pois o Orçamento Regional tem dinheiro mais do que suficiente para que, rapidamente, se lance uma obra que, inclusivamente, já tinha sido falada várias vezes para este espaço”.
A obra “só não avança se não houver vontade política e, assim sendo, há que assacar responsabilidades ao Governo Regional”, sublinhou a líder socialista, que espera “que haja razoabilidade” e que, o mais breve possível, “o Executivo anuncie e avance com a intervenção necessária na zona”.