A presidente do PS Madeira esteve hoje junto ao Centro de Saúdo dos Canhos para alertar as autoridades regionais para as dificuldades que muitas pessoas sentem para conseguirem consultas médicas.
Segundo Célia Pessegueiro, este é um problema que se tornou recorrente não só na unidade onde esteve, mas também em vários outros centros de saúde da Região.
Defende “a necessidade urgente de reforçar os cuidados de saúde primários (nos centros de saúde) na Região, não só como forma de garantir um atendimento atempado aos utentes e prevenir complicações futuras, mas também para evitar a sobrecarga que se verifica em alguns serviços, nomeadamente ao nível das Urgências”.
“São poucos os dias de consultas e, assim que há uma ausência, por exemplo por situação de baixa por doença, os utentes não são encaminhados para outros médicos. Temos recebido reclamações recorrentes de dificuldades em marcar consultas ou de consultas que são sucessivamente desmarcadas ou adiadas”, refere a líder dos socialistas citada num comunicado alusivo a esta iniciativa política.
Célia Pessegueiro chama também a atenção para o facto de haver pessoas com dificuldades em conseguirem as receitas da medicação para os seus problemas de saúde em tempo útil.
A presidente do PS-M alertou para os transtornos que esta situação está a causar, adiantando que esta demora leva a que as pessoas desistam ou se vejam obrigadas a recorrer ao privado.
O recurso ao privado é algo que no entender de Célia Pessegueiro, não deveria acontecer, já que “fazem descontos para ter um sistema de saúde público e devem ter acesso ao mesmo”.
A isto, soma a pressão sobre quem trabalha nestes serviços, que é alvo de críticas constantes, muitas vezes até injustas.
Na perspetiva de Célia Pessegueiro, a forma de organização dos serviços primários não está a dar a resposta que se exige, razão pela qual urge reforçar o investimento a este nível, para evitar que continue a verificar-se a sobrecarga que existe nas urgências hospitalares.
Vinca a necessidade de uma melhor gestão, não só alocando os recursos necessários, mas também “valorizando mais as carreiras de quem tantas horas dedica aos serviços”.
A dirigente socialista afirmou igualmente que é preciso estabelecer prioridades, realçando que, em vez de o Governo Regional gastar “tanto dinheiro em campos de golfe”, deveria aumentar o vencimento dos profissionais de saúde, garantindo que ficam mais horas no serviço público, ao invés de procurarem outras soluções.
“Melhor saúde pública, sobretudo já nesta fase dos cuidados de saúde primários, evita complicações futuras e garante que haja uma melhor qualidade de vida para a nossa população, que é aquilo que se exige”, defende.
Nesta data em que se assinala o Dia Mundial de Luta contra o Cancro, a presidente do PS-M reforçou a premência da resposta adequada ao nível dos cuidados de saúde primários, lembrando que é neste patamar que os utentes têm o primeiro contacto com o sistema de saúde e que isso se revela crucial para a deteção precoce e para o acompanhamento atempado para os respetivos tratamentos.