A intervenção da presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal, centrou-se na importância do poder local, assim como na mobilidade, matéria sensível, que destacou de forma particular.
“Entre as várias matérias que hoje atravessam o espaço público e que suscitam posições diversas, há uma que se impõe pela sua centralidade e pela sua relevância estrutural para a Região: a mobilidade”, afirmou a presidente.
“Não estamos perante um tema acessório”, alertou, deixando o recado inequívoco que matérias que tenham impacto na vida de todos não podem ser reduzidas.
“Não podemos aceitar que matérias com impacto direto na vida dos cidadãos da Região sejam decididas sem a devida consideração pelas propostas que emanam dos seus órgãos próprios de governo. Não podemos admitir que a nossa voz seja reduzida a um contributo acessório, quando ela representa uma legitimidade democrática plena”, referindo-se à proposta pioneira da ALRAM no que respeita ao SSM.
“Não podemos continuar a assistir à produção de diplomas que incidem sobre a nossa realidade sem que as nossas ideias, as nossas soluções e a nossa experiência sejam efetivamente integradas”, advogou.
A presidente da ALRAM referiu, ademais, a importância do concelho de Machico no todo regional, para, depois, sublinhar as capacidades da autonomia.
“Ao longo das últimas décadas, a Autonomia afirmou-se como o maior instrumento de transformação da Madeira. Permitiu-nos ultrapassar constrangimentos históricos, criar oportunidades e afirmar uma identidade política própria”, sustentou.
“Mas, mais do que isso, permitiu-nos algo de profundamente estruturante: a capacidade de decidir sobre o nosso próprio destino, dando expressão à vontade coletiva do povo madeirense e porto-santense”, conforme sublinhou, deixando importantes alertas relativamente ao poder local, como local privilegiado de aproximação aos cidadãos.