O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas realizou ontem um piquete de greve junto a trabalhadores do SESARAM, no âmbito da paralisação nacional convocada para hoje, conforme noticiou o Jornal esta manhã. Durante a ação, o sindicato deparou-se com aquilo que classifica como um “procedimento ilegal e um ataque a um direito fundamental”.
Segundo o sindicato, “o SESARAM estaria a convocar trabalhadores para o próprio dia da greve com o objetivo de sortear quem ficaria afeto aos serviços mínimos uma prática que a estrutura sindical considera uma atitude de má-fé e um claro condicionamento do direito à greve”.
O sindicato sublinha “que participou de boa-fé nas negociações com a administração do SESARAM para definição dos serviços mínimos, tornando ainda mais grave, na sua perspetiva, a postura agora revelada”. Em reação, a estrutura sindical anunciou que “não voltará a sentar-se à mesa para negociar serviços mínimos em futuras greves”.
De acordo coma informação enviada pelo sindicato, é deixada uma crítica direta à administração hospitalar. “Já se percebeu quais são as intenções do SESARAM, já se percebeu que a intenção nunca foi respeitar os trabalhadores no seu direito fundamental”.
Durante o piquete, os sindicalistas informaram os trabalhadores em serviços mínimos de que podem declarar formalmente a sua adesão à greve, bastando para tal afixar um autocolante com a indicação “De greve, a prestar serviços mínimos”.