A presidente da Câmara Municipal da Calheta defendeu hoje que o balanço dos 50 anos de Autonomia na Madeira demonstra os ganhos alcançados pela Região, sublinhando a necessidade de pensar o futuro com base no caminho já percorrido.
Na primeira intervenção do período de participação da plateia na quarta sessão do Parlamento na Comunidade, que decorre no auditório do MUDAS.Museu de Arte Contemporânea da Madeira, Doroteia Leça destacou a evolução registada no concelho e na Região desde a criação do regime autonómico.
A autarca questionou o que teria sido a Madeira sem Autonomia, defendendo que o processo autonómico permitiu conquistas visíveis em várias áreas. Como exemplo, referiu as imagens projetadas durante a sessão com infraestruturas existentes nas freguesias da Calheta, nomeadamente nas áreas da saúde, educação e equipamentos públicos.
“O que ganhámos com a Autonomia?” questionou, acrescentando que, apesar dos progressos, é necessário refletir sobre os próximos 50 anos, lembrando que prever o futuro implica compreender o que foi feito no passado.
Doroteia Leça afirmou que a Madeira tem motivos para se orgulhar do trabalho realizado, referindo que em vários momentos a Região levou a cabo algumas das maiores obras públicas do país, classificando esse percurso como um motivo de orgulho coletivo.
A presidente da autarquia destacou também o desempenho da Região em áreas como a educação, que considerou apresentar níveis de qualidade superiores aos de algumas zonas do território continental.
Defendendo uma atitude de ambição para o futuro, sublinhou que o desenvolvimento exige capacidade de sonhar e resiliência, apelando a uma visão que vá “para além do mar”.