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Irão: EUA enviam para região 3.000 paraquedistas de unidade de elite

Data de publicação
24 Março 2026
22:48

O Exército norte-americano prepara-se para enviar para o Médio Oriente aproximadamente 3.000 paraquedistas de uma unidade aerotransportada de elite, para apoiar operações contra o Irão, noticiaram hoje vários media.

Segundo o Wall Street Journal, é esperada nas próximas horas a ordem para o envio de uma brigada de combate da 82ª Divisão Aerotransportada, a principal força de reação rápida do Exército norte-americano.

De acordo com a ABC News, os elementos do comando vão partir rapidamente, assim que a ordem for dada.

A 82.ª Divisão Aerotransportada possui uma unidade capaz de ser enviada para qualquer parte do mundo em menos de 24 horas.

Os órgãos de imprensa norte-americanos levantaram a possibilidade de os Estados Unidos tentarem tomar a estratégica ilha iraniana de Kharg, de onde partem aproximadamente 90% das exportações de crude do Irão, para forçar Teerão a reabrir o Estreito de Ormuz, cuja navegação ameaça desde início dos ataques israelo-norte-americanos contra o país, a 28 de fevereiro.

A Casa Branca afirmou hoje que as forças norte-americanas podem “neutralizar” a ilha de Kharg “a qualquer momento, se o Presidente [Donald] Trump der a ordem”.

Segundo o New York Times, um ataque à ilha poderá ser levado a cabo por fuzileiros, que também estão a caminho da região.

Milhares de paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada foram enviados para a Polónia no início de 2022, pouco antes da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Estes soldados foram também os últimos a abandonar Cabul quando os talibãs capturaram a cidade em agosto de 2021, pondo fim a 20 anos de presença norte-americana no Afeganistão.

A 06 de junho de 1944, foram também homens desta unidade que saltaram de paraquedas em França para capturar Sainte-Mère-Église e auxiliar nos desembarques da Normandia contra a Alemanha nazi.

O Paquistão confirmou hoje que lidera uma iniciativa de mediação, juntamente com a Turquia e o Egito, para pôr fim à guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão e que, nas últimas três semanas, se alastrou a outros países do Médio Oriente e fez disparar os preços de bens petrolíferos à escala global.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, declarou na rede social X que, “com a aprovação dos Estados Unidos e do Irão, o Paquistão está disposto e honrado para acolher negociações significativas e conclusivas que permitam uma solução abrangente” para o conflito em curso.

Na sua mensagem, Sharif Sharif assinalou as contas do Presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, do enviado norte-americano Steve Witkoff, e do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.

O líder da Casa Branca partilhou depois a publicação do chefe do Governo paquistanês sem adicionar qualquer comentário.

A embaixada iraniana no Paquistão considerou a oferta de negociações dos Estados Unidos como “uma farsa”, negando qualquer diálogo com Washington.

“O Irão considera o pedido de negociações dos Estados Unidos como uma nova tentativa de dissimulação para se reagrupar e, encontrar brechas” com vista a “intensificar novamente os ataques”, declarou na rede social X a representação iraniana em Islamabad.

Apesar das iniciativas entretanto divulgadas sobre a abertura de negociações para encontrar uma saída para o conflito, a presidência norte-americana indicou hoje que os ataques contra o Irão vão continuar.

“Enquanto o Presidente Trump e os seus negociadores exploram esta nova via diplomática, a ‘Operação Fúria Épica’ continua sem interrupções para atingir os objetivos militares definidos pelo comandante-chefe e pelo Pentágono”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, numa declaração enviada à agência France-Presse (AFP).

Na segunda-feira, Donald Trump indicou negociações em curso com o Irão através de um “político iraniano respeitado”, cuja identidade não revelou.

Teerão admitiu a existência de contactos, mas negou qualquer negociação com os Estados Unidos sobre o fim do conflito.

OPINIÃO EM DESTAQUE
Geógrafo / Colaborador Europe Direct Madeira
23/03/2026 03:30

Pois, boa pergunta! Agora, há que “engolir em seco” a mais recente trapalhada de Trump. Mais uma, diga-se, para juntar ao extenso rol de decisões desastrosas...

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