Decorreu, esta manhã, o II Seminário da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Ribeira Brava, sob o tema ‘Cuidar do presente e proteger o amanhã: saúde mental em foco e prevenção de comportamentos aditivos nos jovens’.
O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, Jorge Santos, na abertura do evento, destacou como fundamental o papel de uma sociedade participativa, considerando que “uma comunidade atenta é uma comunidade mais segura”. Para o autarca, este fórum representa uma ação conjunta e integrada de todos os agentes sociais.
Alertou, de igual modo, para a “complexidade da realidade atual”, tendo em consideração que as crianças e jovens estão expostos “a pressões constantes e estímulos permanentes”. “Vivemos numa realidade cada vez mais desafiante, onde as crianças e jovens crescem sujeitos a pressões constantes, influências rápidas e estímulos permanentes”, disse, acrescentando que atualmente, “o conceito de comportamentos aditivos extravasa o consumo de álcool ou drogas, abrangendo novas dependências como a internet, os videojogos, as redes sociais e as apostas online”, os quais apelida de “vícios silenciosos”.
Jorge Santos quis, inclusivamente frisar que estes comportamentos nefastos “afetam o equilíbrio emocional, o rendimento escolar e a capacidade de socialização dos jovens”, tornando-se imperativo “identificar precocemente sinais que possam parecer inofensivos”.
Foi, na ocasião, enaltecido pelo presidente da autarquia o trabalho desenvolvido pela CPCJ da Ribeira Brava, que acompanha atualmente cerca de 30 casos no concelho. Deixou ainda uma palavra ao Governo Regional, lembrando que a saúde mental e as dependências “são problemáticas transversais que requerem uma resposta firme e contínua das instâncias governativas”.