O partido Iniciativa Liberal Madeira defendeu hoje um modelo de saúde centrado no utente e na liberdade de escolha, uma posição que foi explicada em comunicado de imprensa emitido na sequência de uma reunião com a Ordem dos Médicos, encontro “onde foram debatidas questões críticas para o futuro da saúde na Região, nomeadamente a falta de recursos humanos”.
“Esta é uma preocupação crescente, agravada pelo número significativo de médicos e enfermeiros que se reformarão nos próximos anos, sem um plano claro para garantir a sua substituição”, explica o IL na referida nota, que alerta para “uma situação que se torna ainda mais preocupante com a transição para o novo hospital do Funchal, cujo processo de planeamento não contou com o acompanhamento de um conselho médico”.
Para a força política liderada por Gonçalo Maia Camelo, o processo tem “levantando receios de que a infraestrutura possa não estar devidamente adaptada às necessidades reais”, salientando-se ainda que “a falta de transparência sobre o plano de transição para o novo hospital aumenta ainda mais as incertezas entre os profissionais de saúde”.
Na reunião com a Ordem dos Médicos foi ainda abordada “a reabilitação do Hospital dos Marmeleiros, uma infraestrutura degradada que necessita urgentemente de melhorias para garantir melhores condições de atendimento”, adianta o comunicado.
“A falta de uma gestão eficiente e de uma estratégia de longo prazo compromete a adaptação do sistema de saúde às mudanças demográficas e ao aumento da esperança média de vida”, sublinha o partido, enunciado que “outro ponto crítico discutido foi a necessidade de dar uma resposta mais eficaz às ‘Altas Problemáticas’, garantindo soluções adequadas para os doentes que, após a alta hospitalar, continuam sem alternativas de acompanhamento”.
“A Iniciativa Liberal Madeira defende um modelo de saúde centrado no utente, que garanta liberdade de escolha e acesso rápido e eficaz aos cuidados de saúde. Apostamos na expansão das Unidades de Saúde Familiar, na modernização da rede hospitalar e na transformação do novo hospital do Funchal num verdadeiro centro de excelência”, acrescenta o partido, que propõe “um sistema que reduza a burocracia e coloque os recursos ao serviço das pessoas, nomeadamente através do cheque-saúde, permitindo que os cidadãos tenham acesso célere a consultas e cirurgias, seja no setor público, privado ou social”.