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Artigo de Opinião

Conselheiro das Comunidades - África do Sul

4/04/2026 03:30

É do conhecimento geral de que a República Islâmica do Irão nos últimos 47 anos se empenhou numa multiplicidade de hostilidades flagelando os EUA e seus cidadãos desde a sua fundação em 1 de abril de 1979, após a revolução liderada por Aiatola Ruhollah Khomeini que derrubou a monarquia do Xá Mohammad Reza Pahlavi, arrastando o país para uma teocracia xiita e a aprovação de nova constituição, definiu, Khomeini, Líder Supremo da nação islâmica.

Aproximadamente meio século de ataques contra as forças armadas dos EUA, matando militares americanos, atacando diplomatas e civis e consumando agressões extremamente cruéis em solo americano, apoiando também organizações terroristas, nomeadamente, o Hezbollah, as Forças de Mobilização Popular do Iraque e Hamas com o fornecimento de mísseis balísticos e financiamento do terrorismo, fruto de um manual psicótico global de violência que se protela há mais de quatro décadas com o objetivo de expulsar os EUA e reestruturar o Médio Oriente a girar em seu favor.

As ameaças não se confinam somente ao passado, não, persistem atualmente e como podemos constatar através do ataque à Base Aérea de Al Udeid, Catar, uma Base Avançada do Comando Central dos EUA, em retaliação ao ataque americano a três pontos nucleares, Fordo, Natanz e Isfahan, ataques esses desencadeados no decurso de uma guerra envolvendo Israel e o regime iraniano, cujo objetivo cardinal visava o amortecer da capacidade nuclear e missilística, prevenir o desenvolvimento de armas nucleares que constituem uma ameaça velada com o objetivo de inculcar o medo e o terror em toda a região assim como a periculosidade que representa para todo o mundo e bloquear o regime da fabricação de armamento militar com o intuito de armar e fundar diretamente “exércitos terroristas” fora das suas fronteiras.

Apesar de várias tentativas para persuadir o regime e após vários bombardeamentos a instalações nucleares iranianas no ano passado o regime iraniano continuou ostensivamente a produção de mísseis de longo alcance, o que patenteia uma séria ameaça, não só para a região, como para as tropas americanas estacionadas na Europa e muito possivelmente alcançar território estadunidense.

Entre outros motivos para os bombardeamentos, a aversão e repugnância a flagelações sistemáticas, a teimosia iraniana e o falhanço da diplomacia, uma coisa é certa; os EUA estão decididos e empenhados em impedir – ao contrário duma Europa fragilizada - a que o Irão, estado número um do mundo patrocinador do terrorismo internacional venha a possuir armas nucleares.

Uma outra das razões para o espoletar do conflito, foi a recusa do governo iraniano em abandonar o programa de enriquecimento de urânio, insistindo, que o programa se destinava a fins pacíficos, levando a acreditar que o Irão não estava a negociar de boa-fé.

Com a realidade atual, um momento deveras crítico deste conflito é que este remodelará a região, profunda e especialmente o próprio Irão, onde o seu povo irá arcar com os custos maiores, nesta nova fase do conflito que é existencial e claramente relacionada com a sobrevivência do regime, induzindo-nos a pensar que não termine dentro em breve ou, que venhamos a constatar o atizar de uma outra frente muito perigosa.

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