“Hoje assinala-se o Dia da Revolta da Madeira. A propósito desta data, a senhora presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira afirmou que o povo madeirense também se revolta”, começa por escrever Paulo Azevedo, em comunicado.
No âmbito das comemorações dos 50 anos da Autonomia e da possibilidade de alterações à Constituição Portuguesa, o coordenador do partido questiona-se “como se pode falar em alterações constitucionais quando ainda não são cumpridos artigos fundamentais para o bem-estar comum de milhares de famílias madeirenses”.
“Entre esses princípios essenciais destaca-se o cumprimento do artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa, que consagra o direito a uma habitação digna. Atualmente, mais de três mil famílias na Madeira continuam a enfrentar graves dificuldades habitacionais”, refere.
Ora assim sendo, chama a atenção do Governo Regional “para o facto de que, antes de discutir alterações constitucionais ou reivindicar maior autonomia, deveria concentrar esforços na resolução dos problemas reais que as famílias enfrentam diariamente: dificuldades para colocar comida na mesa, situações de sobrelotação habitacional e habitações sem condições dignas”.
É, para Paulo Azevedo, igualmente urgente resolver “o problema estrutural e persistente na área da saúde, criar melhores condições para que os idosos possam viver com dignidade e respeito, reduzir gastos excessivos na função pública e diminuir a carga fiscal sobre as pequenas e médias empresas, permitindo assim fortalecer e fazer crescer a economia regional”.
Neste dia simbólico, Paulo Azevedo apela a que os responsáveis pelo Governo Regional deixem de “desrespeitar os madeirenses com atitudes que considera demonstrar profunda hipocrisia política”.