A evocação da Revolta da Madeira, em abril de 1931, serve para lembrar que a Madeira continua a lutar para que os madeirenses tenham os mesmos direitos e dignidade que os cidadãos do continente.
Paula Margarido, que representou o presidente do Governo Regional na cerimónia alusiva à Revolta da Madeira, a 4 de abril de 1931, junto ao monumento de homenagem à resiliência dos madeirenses, na rotunda do Largo Charles Conde de Lambert, de o exemplo da continuidade territorial que ainda não está no pleno.
“Não nos podemos esquecer que o meio de transporte que nos dá acesso ao continente é o avião”, pelo que é “essencial e não um luxo” para os madeirenses, vincou a secretária regional de inclusão, Trabalho e Juventude, lembrando os constrangimentos causados aos estudantes universitários e famílias, para além de haver muitos madeirenses a trabalharem em Portugal Continental.
A governante reconhece que, atualmente, há menos motivos de descontentamento do que em 1931, graças à Constituição portuguesa e à consagração das Autonomias Regionais.
Mas, sublinhou, “continuamos a querer mais autonomia. Não reconhecer Autonomia é não perceber o que é viver numa Região ultraperiférica, que tem sido um extraordinário aluno, mas que continua a trabalhar pelos direitos de todos os madeirenses e porto-santenses”, enfatizou Paula Margarido nas declarações que prestou à comunicação social, no final da cerimónia decorrida esta manhã, com a presença da presidente do Parlamento madeirense e do presidente da Câmara Municipal do Funchal, entre outras entidades.