A reunião de câmara do Funchal desta quinta-feira ficou marcada pela valorização dos recursos humanos do município e pela aprovação de um parecer favorável à construção de uma segunda faixa corta-fogo nas zonas altas da cidade.
Jorge Carvalho destacou o reforço dos quadros municipais como o principal tema da reunião. “Foi aprovado o recrutamento de mais 23 assistentes técnicos que vêm juntar-se aos 120 que já integraram este ano os quadros da Câmara Municipal, bem como a aprovação para a abertura de concurso para oito bombeiros sapadores”, referiu, sublinhando que “os aspetos relacionados com os recursos humanos são aqueles que merecem maior relevância”.
Na mesma reunião, foi aprovado por unanimidade um parecer favorável a um projeto do Governo Regional para a construção de uma nova faixa corta-fogo que ligará os Lombos de Santo António e São Roque.
A obra está orçada em mais de oito milhões de euros e, segundo Jorge Carvalho, “vem efetivamente criar um tampão no topo da cidade”. Caberá agora ao Governo Regional desenvolver todas as tramitações necessárias para a sua construção.
A proposta “foi colocada a votação fora do prazo regulamentar habitual de comunicação aos vereadores”, conforme criticou parte da oposição. Contudo, Jorge Carvalho admitiu as acusações, lembrando que a votação só foi possível porque houve aceitação unânime. “Entendemos que uma matéria como esta, que tem a sua urgência, não tendo qualquer implicação do ponto de vista urbanístico, merecia efetivamente essa celeridade”, afirmou.
O autarca foi direto ao responder às críticas de falta de planeamento. “Aquilo que os senhores vereadores da oposição queriam, provavelmente, é que o Executivo Camarário guardasse numa gaveta este documento para a próxima reunião, para que depois também pudessem dizer que as coisas não andam no seu devido tempo”.
Para Jorge Carvalho, “não fazia sentido estarmos mais 15 dias a aguardar só para cumprirmos os prazos, numa matéria que foi aprovada por unanimidade”.