O Sindicato dos Professores da Madeira apresentou esta manhã um estudo sobre as tarefas administrativas a que os professores estão sujeitos nas escolas e concluiu que há excesso de atos desta natureza e redundâncias em todos os níveis de ensino.
Coordenado pelos professores Sandro Nóbrega e Hugo Pinto, o estudo intitula-se “Diagnóstico Aprofundado, impactos pedagógicos e propostas estruturadas de intervenção”, envolveu todos os níveis de ensino (desde o pré-escolar até ao secundário) e permitiu a recolha de 567 respostas de professores. O trabalho de campo decorreu entre os dias 20 de outubro e 25 de novembro de 2025.
O trabalho concluiu que a burocracia digital não veio diminuir o trabalho dos professores. Na verdade, em alguns casos, até o duplicou. As respostas ao inquérito indicam também que “99,1%” dos professores do pré-escolar consideram que as tarefas burocráticas degradam a qualidade pedagógica, o mesmo sentem 97,9% dos professores do 1. Ciclo. O estudo alerta ainda que esta realidade pode causar o “abandono simbólico” do professor.
Para inverter esta realidade, o estudo propõe a suspensão das redundâncias e mais pessoal não docente especializado para executar as tarefa administrativas que estão hoje a ser feitas por professores.
O estudo será agora entregue à Secretaria Regional da Educação e o sindicato espera que as medidas propostas possam ser implementadas no sistema regional de educação.