A greve da Administração Pública registou esta manhã uma adesão “80% na Região”, segundo Nelson Pereira, coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas que está a acompanhar o decorrer da greve ao longo do dia de hoje.
“Entre os serviços mais afetados, a AIMA encerrou por completo, os cartões de cidadão na Loja do Cidadão registam 80% de adesão e os passaportes e cartas de condução estão a funcionar apenas a 50%, quanto às escolas três estão encerradas. Já o Hospital Dr. Nélio Mendonça está a funcionar com serviços mínimos, sendo que ainda não temos dados concretos quanto à adesão à greve”.
Nelson Pereira explicou que os objetivos da greve são claros. “A oposição ao pacote laboral do Governo e o estado de degradação da administração pública”, começou por dizer. “Os trabalhadores contestam os baixos salários muitos ao nível do salário mínimo regional, a precariedade dos serviços públicos e o não pagamento de suplementos a que têm direito, como é o caso dos feriados trabalhados no SESARAM que continuam por liquidar”, frisou.
O dirigente sindical denunciou ainda irregularidades no SESARAM, onde trabalhadores têm feriados por pagar. “Temos trabalhadores com 10, 15, 16 feriados que trabalharam e que não foram devidamente pagos”, afirmou acusando a administração do hospital de tentar condicionar a greve ao convocar os trabalhadores no próprio dia para sortear quem ficava em serviços mínimos. “É uma tentativa de condicionar a greve não é no dia da greve que vão chamar os trabalhadores para fazer um sorteio, isso deveria ser feito de véspera”.
Durante a tarde, às 15h30 está prevista uma concentração em frente à Assembleia Legislativa Regional, convocada pela União dos Sindicatos da Madeira.