O eurodeputado Sérgio Gonçalves lamenta “o elevado número de mortes nas estradas europeias, recordando que Portugal se mantém entre os países com mais vítimas mortais per capita entre os países da União Europeia”.
O madeirense interveio na Comissão dos Transportes e do Turismo do Parlamento Europeu, durante a apresentação do relatório intercalar da Comissão Europeia sobre a segurança rodoviária (2021-2030).
De acordo com um comunicado alusivo a essa intervenção, “o eurodeputado alertou também para os dados a nível nacional registados no período da Páscoa, que apontam para o número mais elevado de mortes nesta época nos últimos dez anos”.
O relatório revela que cerca de vinte mil pessoas morreram nas estradas da União Europeia em 2024, evidenciando que o ritmo de redução continua aquém do necessário para cumprir a meta de diminuir para metade o número de mortes até 2030. Entre os principais fatores de risco mantêm-se o excesso de velocidade, o consumo de álcool, a distração e a não utilização do cinto de segurança.
Perante este cenário, Sérgio Gonçalves “questionou os representantes da Comissão Europeia presentes sobre a diretiva relativa às inspeções técnicas atualmente em revisão e sobre o contributo da mesma para a redução da sinistralidade, em particular no que diz respeito ao aumento da frequência das inspeções para determinados veículos e à introdução de inspeções técnicas periódicas obrigatórias para motociclos”.
O eurodeputado madeirense pediu ainda mais informações sobre a introdução progressiva de veículos automatizados, que são capazes de realizar longas viagens sem intervenção humana direta, para a segurança rodoviária, nomeadamente no que se refere à preparação do enquadramento regulatório, à articulação com o pacote de inspeções técnicas em processo de revisão e à definição do regime de responsabilidade em caso de acidente.
Conforme o comunicado, “o relatório da Comissão Europeia identifica a automatização como uma oportunidade para reduzir o erro humano, mas alerta para novos riscos, incluindo a interação entre veículos automatizados e tradicionais, questões de cibersegurança e a necessidade de clarificar responsabilidades entre os diferentes intervenientes”.
“Num contexto em que a sinistralidade rodoviária representa um custo estimado de cerca de 2% do PIB da União Europeia, os dados mais recentes evidenciam não só o impacto económico, mas também as consequências para os sistemas de saúde e para a vida das vítimas e das suas famílias” remata assim a fonte.