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Irão: Teerão suspende tráfego em Ormuz após ataques de Israel no Líbano

Data de publicação
08 Abril 2026
18:45

O Irão suspendeu o tráfego de petroleiros através do Estreito de Ormuz, segundo a comunicação social iraniana, no seguimento do ataque aéreo israelita em grande escala no Líbano, que hoje fez dezenas de mortos em Beirute.

“A passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz foi interrompida após os ataques de Israel ao Líbano”, informou a agência de notícias Fars, ligada à Guarda Revolucionária, no primeiro dia de um cessar-fogo de duas semanas, anunciado na terça-feira à noite pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Como parte da trégua no conflito desencadeado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica, as autoridades de Teerão comprometeram-se a autorizar a passagem de navios no Estreito de Ormuz, após mais de um mês de um bloqueio parcial que fez disparar os preços de petróleo e gás natural em todo o mundo.

O Governo israelita anunciou que concordou com o cessar-fogo, mas esclareceu que a trégua não inclui o Líbano, onde mantém uma frente aberta desde o início de março contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão.

Posteriormente, Donald Trump confirmou que o Líbano estava excluído do acordo, embora o Paquistão, país mediador, tenha afirmado inicialmente o contrário.

Segundo a agência Fars, o Irão permitiu a passagem de dois petroleiros “sem incidentes” pelo Estreito de Ormuz na manhã de hoje, antes dos bombardeamentos em grande escala no Líbano.

A Guarda Revolucionária do Irão também já reagiu e ameaçou responder aos “crimes brutais” hoje no Líbano.

“Uma agressão contra o orgulhoso Hezbollah é uma agressão contra o Irão”, declarou o comandante da Força Aeroespacial da força ideológica do regime, Majid Mousavi, citado pela agência IRNA, acrescentando que está em preparação “uma resposta contundente”.

O último balanço do Ministério da Saúde libanês regista pelo menos 112 mortos e 837 feridos nos bombardeamentos israelitas em Beirute, nos arredores da capital e no sul e leste do país.

Antes do anúncio do restabelecimento do bloqueio no estreito de Ormuz e das ameaçadas da força ideológica do Irão, o chefe da diplomacia de Teerão, Abbas Araqchi, já tinha acusado Israel de “violações do cessar-fogo” no Líbano.

Além disso, o Irão denunciou ataques no seu território contra uma refinaria na ilha de Lavan, localizada no Golfo Pérsico, e a interceção de um drone na cidade de Lar.

No âmbito da trégua, estão programadas conversações entre as partes para sexta-feira em Islamabad, indicou o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, mas, de acordo com o Wall Street Journal, o Irão está a condicionar a sua participação à aplicação do cessar-fogo no Líbano.

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