Do Chega, Hugo Nunes questionou o CDS-PP sobre a ausência, ao longo dos últimos anos, de uma estratégia regional integrada para a recuperação de imóveis públicos devolutos na Madeira, durante o debate do projeto de resolução apresentado pelos centristas.
Na intervenção, Hugo Nunes afirmou que existem “edifícios públicos fechados, degradados e sem qualquer utilidade há anos”, apontando o caso de antigas escolas, antigos serviços públicos e património regional abandonado “um pouco por toda a Região”.
“Custa perceber porque é que só agora aparece esta preocupação com uma estratégia integrada para recuperar esses espaços”, sublinhou.
Embora admita que o CDS-PP tenha demonstrado preocupação sobre esta matéria, Hugo Nunes afirmou que “a preocupação sem resultado prático pouco resolve aos madeirenses e de nada serve”.
O parlamentar recordou que o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, governa a Madeira desde 2015 e salientou que o CDS-PP integra a solução governativa desde 2019, assumindo atualmente “um papel decisivo” na maioria parlamentar.
“Há anos que o CDS tem influência política, tem capacidade negocial e é o garante parlamentar da maioria”, disse, para reconhcer que existiram alguns casos pontuais de reaproveitamento de antigas escolas para habitação social, referindo exemplos como as Ginjas, bem como projetos anunciados para as escolas do Rochão e dos Maroços através do Instituto de Habitação da Madeira.
No entanto, sustentou que “nunca existiu uma estratégia regional conhecida, pública e transparente para inventariar os imóveis devolutos da Região”.
“Nunca foi apresentado o levantamento público dos imóveis abandonados, nunca se soube quantos edifícios pertencentes à Região estão devolutos e nunca houve um calendário de intervenção”, argumentou.
“Se o CDS tem essa preocupação há tantos anos e se teve influência direta na governação regional, porquê nunca conseguir exigir ao Governo Regional um inventário público, uma estratégia definida e um plano concreto para recuperar estes imóveis antes de chegarmos a meados de 2026?”, questionou.