A Direção Regional da Comissão Política do Chega- Madeira reuniu, esta tarde, com o representante sindical da Autoridade Tributária com o objetivo de ouvir e de fazer chegar ao seu grupo parlamentar na Assembleia da República as reivindicações daquele sindicato.
De acordo com o representante sindical Belchior Sousa, as preocupações dos trabalhadores da Autoridade Tributária prendem-se com a falta de recursos humanos, a falta de equipamentos de trabalho para o melhor desempenho das suas funções, a não atribuição do subsídio de risco, a não atribuição de um subsídio de insularidade ou um suplemento equivalente, e a deficiente progressão na carreira por parte destes profissionais.
"Questões que preocupam o sindicato e os trabalhadores, já que cada vez mais lhes são atribuídos mais objetivos e responsabilidades, com menos recursos", nota o partido, num comunicado enviado à redação.
Para Belchior Sousa, também a imagem dos agentes ao nível do fardamento não se enquadra com as suas competências profissionais, tendo o dirigente sindical mostrado aos dirigentes do Chega -Madeira alguns exemplos de fardamentos de agentes alfandegários europeus, que é, de longe, muito superior ao português quer ao nível de fardamento quer de equipamentos.
O papel destes profissionais, conforme destaca o Chega-M, "é fundamental na salvaguarda da segurança e soberania nacional das nossas fronteiras, pois são estes profissionais que fiscalizam toda a carga marítima e aérea que entra no nosso país, evitando muitas vezes fraudes fiscais, através do contrabando, tráfico de droga, e de outros materiais perigosos que possam pôr em causa a segurança do país e dos cidadãos".
No final da reunião Miguel Castro, líder regional do Chega-Madeira, deixou a promessa de que irá ser elaborado um relatório com todas as reivindicações e propostas apresentadas por este sindicato para que sejam encaminhadas ao grupo parlamentar, na Assembleia da República. Miguel Castro referiu ainda que, oportunamente, vai ser apresentada uma proposta do Chega na Assembleia da República para que sejam salvaguardados e dignificados os direitos e deveres destes profissionais.
Bruna Nóbrega