A XVIII edição do Festival do Rum da Madeira arrancou hoje no centro do Funchal e prolonga-se até sábado, com provas e vendas daquele produto regional, lançamentos, ‘masterclasses’ e espetáculos musicais ao vivo.
“Estaremos ao longo desta semana a promover um produto que vai também promover a região e acrescentar valor à economia regional e à agricultura madeirense”, salientou o secretário regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, em declarações aos jornalistas.
Numa visita aos ‘stands’ instalados na Placa Central da Avenida Arriaga, no centro do Funchal, o governante realçou que foram produzidos 550 mil litros de rum no ano passado, que renderam 5,7 milhões de euros, perspetivando que este ano os valores possam ser semelhantes.
O secretário da Agricultura referiu que o certame conta com escritores e jornalistas internacionais, operadores económicos e produtores, “numa iniciativa que honra o rum agrícola madeirense, com identificação geográfica protegida”.
“Não se pode falar da história da Madeira sem falar da cana-de-açúcar, numa primeira fase transformada em açúcar, mas depois também em rum”, afirmou Nuno Maciel, vincando a importância de continuar a afirmar a bebida como um “produto de nicho nos mercados internacionais”.
A maioria do rum madeirense é para consumo interno, já que uma grande parte vai para fazer a poncha, uma bebida típica madeirense, e cerca de “um terço vai para envelhecimento”, sendo consumido por turistas e também exportado, adiantou o responsável.