A CDU esteve esta tarde nas zonas altas de Santa Maria Maior, no Funchal, onde o dirigente Duarte Martins denunciou publicamente “o sucessivo adiamento da construção da estrada de ligação entre a Vereda do Miranda e o Caminho do Terço, uma obra esperada pelas populações há décadas”.
Para Duarte Martins, as consequências do impasse são graves e concretas. “Em pleno século XXI, há moradores obrigados a carregar garrafas de gás às costas por veredas, crianças que chegam à escola encharcadas por falta de transporte e idosos em situação de isolamento, impossibilitados de sair de casa pelas suas próprias pernas”.
“Numa extensão de mais de um quilómetro na Vereda do Miranda, não existe uma única boca de incêndio, e a zona encontra-se repleta de mato sem qualquer limpeza ou manutenção, criando um risco elevado de incêndio. Mais grave ainda, os meios de emergência não conseguem aceder às habitações, obrigando os bombeiros a transportar doentes em maca durante mais de 30 minutos até à ambulância mais próxima”.
O dirigente da CDU responsabiliza a Câmara Municipal pelo problema, sublinhando “sucessivos executivos camarários, independentemente da cor política, têm adiado uma solução que afeta o quotidiano dos cidadãos”. “Não descansaremos enquanto as populações das zonas altas de Santa Maria Maior não tiverem os seus direitos respeitados. Esta estrada não é um luxo, é uma questão de humanidade e de segurança pública”, afirmou Duarte Martins.