O secretário-geral do JPP afirmou esta segunda-feira que “todos os dias os madeirenses e porto-santenses sentem nas suas vidas o fardo pesado de uma governação do PSD/CDS que deixou de se preocupar com as pessoas que trabalham, com as famílias e os jovens”.
Élvio Sousa explicou que “esse fardo se deve ao facto de a Madeira registar a inflação mais alta do país (quase o dobro da registada nos Açores), os salários médios mais baixos, o cabaz alimentar a escaldar, o elevado preço das rendas e das casas, a juntar o IVA mais alto das regiões ultraperiféricas (a 22%, enquanto nos Açores está a 16%)”. “Tudo isto tem agravado fortemente o custo de vida, obrigando as pessoas a fazer diariamente contas à vida e a tomar opções. É preciso medidas para reduzir os impostos e cortar na despesa”, exortou.
Num encontro com a comunicação social na Sala de Imprensa da Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM), o líder defendeu que “o investimento privado é essencial para criar riqueza, emprego e dinamizar a economia”. “Mas, pode a Região, sobretudo nesta fase adversa, vir a corrigir a trajetória e intervir para regular e baixar o custo de vida”, referiu. “Por isso, tem de baixar impostos, nomeadamente o IVA, que vai ter um reflexo, em baixa, no preço do gás, da eletricidade e dos combustíveis”.
A receita do JPP para ir ao encontro das famílias, dos trabalhadores, dos jovens e das pequenas empresas é baixar os impostos e reduzir a despesa. “O JPP apresentará, na próxima, mais uma proposta para baixar o custo de vida na Região, pois continuaremos a defender a baixa e a regulação do preço do gás (atualmente a custar quase 10€ a mais que nos Açores), a criação de condições para a abertura de novas cadeias de supermercados, tais como o LIDL (estancado pela vereação do Funchal) e estabelecer a ligação Ferry, de carga e passageiros para fomentar negócios, diversificar a economia e trazer mais concorrência”, sublinhou.
O líder do JPP desafiou o PSD e o CDS a darem um exemplo de humildade e de poupança: “Uma descida do IVA tem impacto imediato no custo de vida das famílias e das empresas, mas é preciso cortar nas mordomias. E é vergonhoso, e inqualificável agora que o cabaz de alimentos subiu 73€, que o Governo PSD/CDS vá gastar mais de meio milhão de euros, num jantar e numa prova de vinhos em Junho nos EUA. Esbanjar meio milhão de euros numa jantarada de cinco horas, cerca de 1.400 euros por pessoa, quando no ano passado gastaram cerca de 50 mil euros, num momento de grandes dificuldades para a maioria dos madeirenses e porto-santenses, é uma afronta”.