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Sociais-democratas e ultradireita da Roménia unem-se para derrubar Governo

Data de publicação
27 Abril 2026
14:11

O Partido Social-Democrata (PSD) e a Aliança para a União dos Romenos (AUR, extrema-direita) anunciaram hoje que vão apresentar conjuntamente uma moção de censura contra o Governo minoritário do primeiro-ministro, Ilie Bolojan.

“O nosso objetivo político é convocar eleições antecipadas. (...) O nosso eleitorado incentiva-nos a derrubar este Governo porque causou muitos danos”, declarou o porta-voz da AUR, Petrisor Peiu, em Bucareste.

Peiu falou aos jornalistas ao lado do deputado do PSD e, até há poucos dias, vice-primeiro-ministro, Marian Neacsu.

O porta-voz da AUR esclareceu que “não existe qualquer pacto com o PSD”, mas que a iniciativa é “uma colaboração para evitar apresentar duas moções e que ambas fracassem”.

Neacsu incentivou as restantes formações políticas a participar na iniciativa, “seja com propostas de texto ou através do voto”.

“Estamos a redigir conjuntamente uma moção de censura, que será aprovada”, afirmou Neacsu, citado pela imprensa romena e pela agência espanhola Europa Press (EP).

“Temos um plano, serão realizadas conversações com o Presidente da Roménia e encontraremos uma solução”, acrescentou.

O anúncio representa uma nova reviravolta na política romena depois de, na semana passada, a frágil coligação pró-europeia no poder se ter desmoronado após a saída do PSD, por discordar das medidas de austeridade de Bolojan.

“Utilizaremos todas as medidas para travar este Governo que vai contra o povo e que empurra o país para a bancarrota”, afirmou o líder da AUR, George Simion.

A moção poderá ser debatida no Parlamento já no início de maio, no qual a AUR e o PSD controlam conjuntamente 220 dos 463 membros.

Simion assinalou que ambas as formações aspiram a alcançar pelo menos 233 apoios, que poderão chegar, segundo adiantou, dos outros dois partidos de extrema-direita mais pequenos.

Há dez meses, quatro partidos, incluindo o PSD, uniram-se para formar governo no meio de uma das maiores crises políticas da história recente do país do sudeste da Europa.

A crise foi agravada pela vitória, posteriormente anulada por financiamento irregular da campanha, de Calin Georgescu, um radical de direita próximo de Moscovo, na primeira volta das eleições presidenciais.

As presidenciais foram reprogramadas para maio de 2025, quando o presidente da Câmara de Bucareste, Nicusor Dan, se impôs ao candidato da extrema-direita, George Simion, depois de Georgescu ter sido inabilitado.

Com cerca de 19 milhões de habitantes, a Roménia é o sexto mais populoso membro da União Europeia, de que é um Estado-membro desde 2007, três anos depois de ter aderido à NATO.

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