Vivemos numa fraude montada pela impropriamente autodenominada de “esquerda”.
“Esquerda” isto?!...
Onde uma Reforma Agrária, como na Madeira?!...
Onde um Sistema de Saúde que funcione?!...
Onde Salários decentes na generalidade?...
Onde Habitação?!...
Onde uma Justiça eficaz, equitativa e a tempo?!...
Onde a descentralização democrática e desburocratizada em Portugal Continental?!...
Onde a transparência democrática neste secretismo e na economia paralela?!...
E o resto?!...
Isto é “esquerda”?!... Não! É uma fraude como essa da intocabilidade da actual Constituição.
O Presidente da República jura “A CONSTITUIÇÃO”. Não “esta”. Jura a Constituição que, nos próprios termos Dela, esteja em vigor.
Porque é a própria Constituição da República que prevê a Sua revisão, a fim de permitir aos Portugueses uma evolução legítima conforme as transformações dos tempos.
E, ao prever a Sua própria revisão, a Constituição em vigor protege o Regime Democrático, determinando quais são as matérias que não podem ser alteradas, porque são as que garantem a democraticidade do Regime Político.
Portanto, o que é alterável é o Sistema Político, porque o seu aperfeiçoamento é necessário, consoante a evolução do planeta e do País.
Logo, é MENTIRA dizer que uma revisão da Constituição significaria uma mudança de Regime Político Democrático.
É ao contrário.
As alterações necessárias do Sistema Político só virão reforçar o Regime Democrático. Por isso os Partidos marxofascistas não as querem. Ficariam cada vez mais afastados do Poder.
O problema é que a “geração rasca” não tem Cultura Política. O dinheiro é o deus desta “política dos interesses”, subordinada ao secretismo, contra a transparência democrática.
Eu até compreendo o problema dos socialistas democratas, por causa daquela declaração do prêambulo da Constituição - antidemocraticamente TODOS nós sujeitos ao “caminho para o socialismo”, não normatizado, mas que os comunistas logo concretizariam à maneira deles, se no Poder.
Pois bem. Pela primeira vez post-25 de Abril, o Povo Soberano determinou eleitoralmente ser possível uma revisão constitucional sem comprometer o Partido Socialista como barreira democrática ao fascismo da pseudo-“esquerda” comunista.
O que não faz sentido é o situacionismo de Montenegro e do seu grupo, herdeiros de Passos Coelho. Como se atrevem a prejudicar os Portugueses e a ser “colaboracionistas” dos comunistas (e de mais quem ou o quê?!...), não considerando prioritária a revisão da Constituição?!...
Quando a revisão da Constituição e as mudanças no Sistema Político necessárias ao reforço do Regime Democrático, foram SEMPRE Doutrina do PSD, até Passos Coelho ter alterado o ADN do PSD nacional. De Social Democrata, Personalista e Descentralizador para conservador, economicista liberal, centralizador e paradoxalmente situacionista do Sistema Político.
Que vem colaborando na destruição socialista da Classe Média e da força política Desta. E com a subsidiodependência que eterniza a pobreza, que afasta os Quadros de Portugal, e que leva à importação de mão-de-obra que mantém os Salários baixos.
Rui Rio tentou ressuscitar o PSD autêntico, mas não se esqueça que esta gente, para que Ele não fosse Primeiro-Ministro, provocou desprestigiantes eleições partidárias internas a um mês de eleições nacionais, para assumir depois o Poder partidário.
Como a Madeira não pode esquecer o comportamento de Passos Coelho contra um PSD da Região Autónoma Sá-Carneirista, anti-Sistema Político e anti-maçónico.
Se nesta matéria da revisão constitucional, é compreensível a estratégia do PS perante os problemas artificiais que uma revisão constitucional séria e eficiente Lhe possa causar em favor dos fascismos da pseudo-“esquerda”, a posição de Montenegro e seu grupo já é intolerável.
Esta é uma oportunidade única para uma revisão constitucional sem problemas para os dois maiores Partidos democráticos, PSD e PS.
O “colaboracionismo” obstaculizante da Direcção nacional do PSD é grave para os Portugueses, para a História e para a Doutrina do Partido. É talvez, democraticamente, a última oportunidade.
Não pode ser perdida.
Se perdida, vai permitir ao “Chega” continuar a captar no eleitorado do PSD. Eleitorado que quer uma revisão constitucional, por muito que, hoje, a realidade esteja dependente de oligarquias que controlam financeiramente os Partidos e que não querem mudanças, dadas as razões que atrás demonstrei.
Perante esta situação de “colaboracionismo”, de lentidão e de hesitações que caracterizam vários dos actuais dirigentes nacionais do Partido Social Democrata, temo pelo futuro do Partido.
Resta saber se, para contrariarmos a fragmentação partidária e o ressurgimento dos extremos a que se assiste na Europa à custa dos Partidos do Centro como era o PSD, nós Sociais-Democratas ainda estamos a tempo e com vontade de mudar estes Dirigentes nacionais.
Somos ainda capazes de organizarmo-nos?
Em nome do Interesse Nacional. E da sobrevivência e Poder para os Princípios em que sempre acreditámos.