O grupo parlamentar do Chega na Assembleia da República vai propor uma medida que impede condenados por corrupção de voltarem a exercer cargos públicos em Portugal.
Segundo Francisco Gomes, deputado madeirense do Chega, a iniciativa pretende “reforçar a credibilidade das instituições e garantir que quem foi condenado por crimes graves contra o Estado não possa regressar a funções de responsabilidade política ou administrativa”.
”Quem rouba o país não pode voltar a governá-lo. Isto é uma questão de decência, de justiça e de respeito pelos portugueses e não abdicamos dela”.
Segundo o parlamentar, “a proposta visa romper com aquilo que considera ser um ciclo de impunidade, onde responsáveis políticos condenados conseguem regressar à vida pública sem consequências reais”. Francisco Gomes mais defende que “esta mudança é essencial para restaurar a confiança dos cidadãos nas instituições”.
”Portugal não pode continuar a ser um país onde a corrupção não tem consequências. Quem trai a confiança do povo tem de ser afastado definitivamente da vida pública”.
O parlamentar sublinha que, “caso a proposta seja aprovada, figuras como Isaltino Morais ou Miguel Albuquerque ficariam impedidas de exercer funções públicas, apontando também críticas à liderança regional na Madeira”. O deputado do Chega refere aquilo que considera “ser uma podridão instalada no poder, associada a práticas de compadrio e favorecimento”.
“Esta medida é um problema para os Isaltinos Morais e para os Miguel Albuquerque deste país. Quem vive de esquemas, de compadrio, de negociatas e de jogos de poder vai deixar de ter lugar na política”.
O deputado garante que “o Chega continuará a liderar o combate à corrupção, defendendo medidas firmes para limpar a vida pública”.
”Ou limpamos a política de uma vez por todas ou continuamos a assistir ao mesmo espetáculo de sempre. O Chega escolhe acabar com esta vergonha”.