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Artigo de Opinião

17/12/2021 08:00

Rendeiro foi dos fugitivos internacionais menos discretos. O homem usava o próprio passaporte para registo nos hotéis, o homem reativou contactos sociais com antigos parceiros de negócios, o homem não resistiu a fazer uma perninha no mais recente canal noticioso português. Esse tal canal, aliás, até se gaba da sua entrevista ter sido a grande prova que faltava para Rendeiro ter a polícia à perna. E isto, fez-me lembrar o Joaquín "El Chapo" Guzman, cujo currículo de
narcotraficante dispensa apresentações, e a célebre entrevista cedida ao actor Sean Penn, que culminou com a sua detenção.

Se o tal do pijama e as ameaças de morte já recebidas, não forem suficientes para encher de pena o coração dos portugueses, Rendeiro tem prevista como nova morada fiscal, a prisão de Westville, conhecida não pelos seus pratos gourmet, mas pela violência à la carte e inquilinos que investiram afincadamente num cadastro à prova de fraude. O que também parece ser à prova de fraude e branqueamento são as declarações de André Thomashausen, especialista em direito internacional, que afirma perentoriamente que "o sistema prisional sul-africano é conhecido pela sua insegurança e tem uma taxa de 94% de reclusos que acabam por ser infetados com HIV/Sida por via sexual após as primeiras 48 horas presos". Se não lhe for concedida a libertação condicional ou sob caução devido ao risco de fuga e se Rendeiro mantiver a recusa na extradição para Portugal, já todos percebemos onde a conversa e o Rendeiro irá parar.

Sistemas judiciais e cadeias à parte, El Chapo conseguiu fugir por duas vezes em 14 anos de prisão. Veremos se Rendeiro e os 2190 euros (juro, não é piada) que propôs de fiança serão suficientes para fugir à fatalidade dos 94%.

Frente Mar Funchal

Já por várias ocasiões escrevi sobre a forma como os socialistas criaram um monstro, sorvedouro de dinheiro público, que servia para alimentar boys socialistas. Não passou despercebida à opinião pública, o descontrolo da mão que alimentava o monstro nem a fabulação da obrigatoriedade de uma dissolução da empresa, que condenaria TODOS os seus trabalhadores à incerteza laboral, mas que permitia soterrar dissimuladamente nas suas cinzas, a má gestão vigente. Garantir a viabilidade e sustentabilidade financeira da empresa municipal é fundamental, justamente para se cumprir o que foi prometido durante a campanha eleitoral, e isso faz-se com frontalidade, assumindo com responsabilidade as decisões duras que têm de ser tomadas. É este o sentido e o dever de serviço público que deve nortear quem está no comando. A ilusão criada de que o novo administrador, sabendo o terreno lodoso em que a empresa se encontrava, não o fosse drenar, soa a falsa ingenuidade. Aliás, não fazer nada seria estar a compactuar com os erros do passado recente da empresa.


Quem trouxe? Quem trouxe?

Sendo o último artigo que escrevo este ano, aproveito para desejar um Santo e Feliz Natal, com muita saúde e cheio de testes antigénio negativos! Até para o ano!

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