MADEIRA Meteorologia

Artigo de Opinião

13/01/2024 08:00

Mais um ano, mais um inverno e mais uma enchente de casos de gripe nas urgências hospitalares do País. Todos anos, por esta altura encontramos a situação atrás descrita. No inverno, pasme-se, faz frio. A gripe, como doença viral aguda que se dá bem nos dias frios, tem pico de virulência no inverno. Pasme-se, novamente. Não é nada de novo, é cíclico e expectável. Perante esta situação existe um caminho a seguir, o da prevenção e minimização dos efeitos conhecidos do vírus, e isso faz-se com as vacinas.

A campanha de vacinação gratuita contra a gripe na Região Autónoma da Madeira, já faz parte da agenda da saúde, há bons e largos anos, e este ano não foi excepção. Desde o dia 25 de setembro, data de arranque da campanha, que a vacina contra a gripe e covid é administrada em todos os centros de saúde da Região Autónoma da Madeira, em regime de casa aberta, ou seja, sem necessidade de marcação prévia. A sua administração é gratuita para todos os madeirenses com idade igual ou superior 55 anos, grávidas e pessoas pertencentes a grupos de risco. Para além desta gratuitidade, existe uma comparticipação de 37% para as vacinas adquiridas nas farmácias comunitárias, para os cidadãos que não pertençam a nenhum grupo de risco, mas que por questões de proteção pessoal e consciência cívica, queiram vacinar-se.

A Madeira, mais uma vez, esteve à frente no planeamento estratégico de saúde pública, sendo das primeiras regiões do Mundo a administrar a vacina contra o vírus sincicial respiratório em crianças até aos 2 anos. Este vírus, comum na altura de inverno e de uma virulência bastante marcada, é responsável pela grande maioria das bronquiolites e pela necessidade de internamento hospitalar de crianças, nestas idades. A administração e a gratuitidade deste apoio, que reduz em 80% as infecções, permitiu a imunização de 1325 crianças. Com esta medida, conseguiu-se reduzir a pressão nas urgências pediátricas hospitalares, típica desta altura do ano.

Todo este investimento, superior a um milhão de euros, em vacinas, segue a lógica de oferecer maior protecção aos mais vulneráveis, de diminuir a gravidade dos sintomas e o risco de internamento hospitalar e de aliviar a pressão nos serviços de urgência, durante o pico epidémico da gripe.

Vermelho: A bola no lado do cidadão

Os apoios existem, o acesso é fácil, é rápido e é gratuito. Contudo, não é obrigatório. Num estado livre e democrático, e numa visão oposta ao paternalismo, a bola, em termos do controlo epidémico da gripe, está do lado do cidadão. É o Sr. João e a Dona Helena que têm de decidir vacinar-se. São os pais do menino Pedro, que têm de autorizar a sua vacinação. Aqui entramos num dos domínios mais importantes da saúde nos nossos dias, a literacia da população. O estar bem informado e perceber a importância do cuidado e a forma como isso nos afecta, de forma individual e colectiva, é a aposta no futuro.

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