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Artigo de Opinião

11/03/2022 08:00

Não domino, obviamente, o alfabeto cirílico ou qualquer língua eslava. O título do meu artigo, "Eu sou um ucraniano", é apenas a minha humilde manifestação de solidariedade para com aquele povo. E digo humilde, porque nos últimos tempos todos temos de ser humildes ante a grandeza que aquelas mulheres e aqueles homens têm revelado. Temos sido esmagados pela dignidade, patriotismo, coragem e bravura, daquela gente que recusa capitular e insiste em mostrar que a liberdade é um direito perene mas precário. Falo dos que ficam e lutam, mas falo, igualmente, daqueles que saem, com a dignidade e grandeza de rainhas e pequenos príncipes e princesas. Naqueles rostos, vemos tristeza e desilusão, percebemos que sentem que lhes roubam o futuro. Mas vemos também a resiliência e a compostura que são marca daqueles que sabem quais são as verdadeiras causas pelas quais vale a pena lutar!


Da nossa ação

A marca característica de qualquer migrante internacional, refugiado ou não, é a de ser um estrangeiro numa terra desconhecida, onde perde todos os seus direitos. É um excluído, não apenas da identidade coletiva, mas da própria sociedade.

É assim que se sentem as cerca de 7 dezenas de ucranianos que estão em processo de solicitação de proteção internacional, aqui na Região. Daí a importância de os acolher, de os proteger, de os promover. Para que se sintam bem-vindos e para que possam esquecer, um pouco, o sofrimento e a angústia que os persegue, por verem a sua pátria ferida e os seus amigos e familiares abandonados, numa luta demasiado desigual, injusta e cruel!

À nossa medida e dentro das nossas possibilidades, todos temos o dever de ajudar. Com aquilo que pudermos. É, por isso, reconfortante ver a mobilização que tem havido na Região, por parte das organizações e dos cidadãos, para apoiar os que cá estão e para promover a recolha e envio de bens para a Ucrânia e para os países limítrofes, que estão a receber refugiados ucranianos. Mais uma vez, os madeirenses mostram ter o coração no lugar.


A administração regional

Frequentemente vemos críticas ao Governo Regional, por parte da oposição, que trata os governantes e os funcionários da administração pública como alienados, preguiçosos e incapazes. Mas a verdade é que esta crise revelou, uma vez mais, que o Governo Regional é ágil, célere e competente na tomada de decisões. No início da guerra da Ucrânia, ficaram retidas perto de 400 pessoas na Região (cerca de 200 ucranianos e 200 russos). O Governo diligenciou competentemente para garantir que, quem quisesse, pudesse partir e simultaneamente desencadeou mecanismos de proteção a quem iria ficar. Não há soluções preparadas para situações emergentes desta natureza, mas a verdade é que ninguém ficou ou está desamparado. Ora, tantas vezes criticado, este é daqueles casos em que a oposição deveria mesmo louvar este Governo Regional.


Congresso PSD

Os militantes social-democratas madeirenses reuniram-se em Congresso, no fim-de-semana passado. A despeito do que diz a oposição, foi um momento importante de afirmação, revelando o pensamento plural e diverso, mas rico e com substância, que este partido é capaz de gerar. Houve intervenções de elevadíssimo nível, sobre as mais diversas temáticas, que culminaram no enorme discurso de encerramento, feito por Miguel Albuquerque. De forma estruturada, Albuquerque dissertou sobre os desafios que o contexto atual coloca à Região e apontou o caminho que devemos seguir, se quisermos ser bem-sucedidos. O seu discurso mostrou, igualmente, que é, de longe, o líder político da Madeira melhor preparado. A generalidade dos políticos perde-se na espuma dos dias e é incapaz de projetar o futuro e traçar rumos. É incapaz de ver meio metro à frente. Por isso, foi clarificador e reconfortante o discurso do Presidente do PSD-M, revelando uma visão prospetiva que está ao alcance de muito poucos.

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