Depois de Miguel Albuquerque vir a público referir que a atual crise política resulta das barafundas do Governo socialista e que a atual crise política não radica, pois, nem na oposição, nem no senhor Presidente da República", O PCP considerou que a mensagem de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa mostrou que, no "fundamental", partilha das visões do Governo, avisando que sem combate às desigualdades, a instabilidade governativa surgirá "independentemente da expressão institucional" do executivo.
"Neste início do novo ano, o que os portugueses esperariam ouvir do senhor Presidente era a afirmação do seu papel em fazer cumprir a Constituição e os direitos que nela estão consagrados", afirmou o dirigente comunista Jorge Pires numa reação ao discurso de Ano Novo do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, adiantando que "nesse plano" a mensagem foi "escassa".
A Iniciativa Liberal (IL) admitiu, por seu lado, rever-se na mensagem de Ano Novo do Presidente da República, mas criticou Marcelo Rebelo de Sousa por ser pouco exigente com o Governo num momento de instabilidade governativa.
Numa mensagem vídeo distribuído pela IL, o líder parlamentar, Rodrigo Saraiva, afirmou que, "infelizmente", o Presidente põe "todo o ónus da estabilidade no Governo, o que demonstra que deveria ele próprio ser mais criterioso e mais exigente" com o executivo num momento de crise política, após a demissão de três governantes em poucos dias.
O secretário-geral adjunto socialista, João Torres, sublinhou "uma convergência plena" com a mensagem de Ano Novo do Presidente da República, garantindo que o PS tem todas as condições "para continuar a assegurar a estabilidade política" em Portugal.
"O PS tem todas as condições para continuar a assegurar a estabilidade política do país", disse João Torres na sede do PS, em Lisboa, em reação à mensagem de Ano Novo do Presidente da República, na qual Marcelo Rebelo de Sousa avisou que só o Governo e a sua maioria "podem enfraquecer ou esvaziar" a estabilidade política existente em Portugal.