A PSP alertou hoje a população para a circulação de falsas campanhas de solidariedade e angariação de fundos para as vítimas da passagem por Portugal continental da depressão Kristin, que deixou um rastro de destruição.
“A solidariedade é essencial, a burla não!”, refere a PSP numa mensagem publicada nas redes sociais, na qual aconselha os cidadãos a “verificarem sempre a origem das iniciativas” e para doarem “apenas através de canais oficiais” e denunciarem às autoridades qualquer tentativa de burla.
A PSP anuncia ainda que “reforçou significativamente” a sua presença no Comando Distrital de Leiria, na sequência dos estragos provocados pelo mau tempo, garantindo segurança imediata, apoio constante à população e colaboração estreita com a Proteção Civil.
“Todos os polícias disponíveis estão mobilizados no terreno, incluindo o reforço de um subgrupo do Corpo de Intervenção, bem como meios provenientes da PSP - Comando Metropolitano de Lisboa, PSP - Comando Distrital de Aveiro e Escola Prática de Polícia (EPP), adianta.
A PSP afirma também reforçou igualmente as operações de socorro, assegurando a ordem pública, a segurança rodoviária e a mobilidade urbana, em articulação com bombeiros e restantes entidades de proteção civil, nomeadamente no corte de árvores, abertura e condicionamento de vias, reservas de estacionamento e desembaraçamento do trânsito para equipas de emergência.
Além do apoio direto, a PSP mantém o policiamento de proximidade para prevenir situações de vulnerabilidade e crimes contra a propriedade, nomeadamente furtos de oportunidade, reforçando a presença nas cidades de Leiria, Marinha Grande, Pombal, Alcobaça, Peniche, Caldas da Rainha e Nazaré.
Também a GNR emitiu hoje uma nota a anunciar que está a reforçar a operação no terreno nas zonas afetadas para evitar eventuais pilhagens, furtos e burlas e dar apoio às populações, sobretudo aos idosos.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.