Ao dia de hoje, há 251 pessoas deslocadas devido ao mau tempo nos distritos de Leiria, Santarém e Castelo Branco, estando a ser avaliada a retirada de 132 utentes de um lar em Coruche, informou a Proteção Civil.
Em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, o comandante nacional indicou hoje, citando dados da Segurança Social, que há 145 pessoas deslocadas no distrito de Leiria, 53 no de Santarém e outras 53 no de Castelo Branco.
No caso de Leiria, dos 145 deslocados, 122 foram encaminhados “para uma zona de concentração e apoio a pessoas” e 23 foram “acolhidos em respostas alternativas” de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), precisou Mário Silvestre.
Em Santarém, está ainda a ser avaliado se será necessário evacuar um lar com 132 utentes em Coruche, devido à eventual subida do caudal do rio Sorraia.
“Já temos o plano de evacuação dessa ERPI devidamente efetuado, com articulações feitas ao nível do município e dos comandos sub-regionais”, acrescentou.
A depressão Kristin deixou, na semana passada, um rasto de destruição na região Centro do país, com Leiria Coimbra e Santarém a serem os distritos com mais estragos.
Hoje e quinta-feira, todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros, devido à passagem da depressão Leonardo, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Em comunicado emitido na terça-feira, o IPMA informou que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com períodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte.
Desobstruir os sistemas de escoamento de águas pluviais, evitar a permanência em áreas arborizadas e a circulação em zonas ribeirinhas vulneráveis a galgamentos costeiros, e não estacionar os carros em leitos de cheias nem atravessar zonas inundadas são algumas das recomendações da ANEPC à população.