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Ucrânia: Rússia entregou 45 soldados ucranianos detidos na 'batalha de Azovstal'

JM-Madeira

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Data de publicação
07 Maio 2023
10:46

A Rússia entregou hoje à Ucrânia 45 soldados ucranianos feitos prisioneiros na ‘batalha de Azovstal’, durante o cerco a Mariupol, no ano passado, anunciou hoje o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Hoje, a nossa equipa conseguiu trazer de volta do cativeiro russo 45 dos nossos guerreiros. 42 defensores masculinos da Ucrânia e três defensoras femininas. Todos defenderam Azovstal. Guardas Nacionais. 35 soldados rasos e sargentos, 10 oficiais", afirmou Zelensky no seu habitual discurso noturno, mostrando-se "grato" à equipa envolvida nas trocas de prisioneiros.

Hoje, três pilotos das Forças Aeroespaciais russas, que estavam detidos na Ucrânia, foram devolvidos à Rússia, de acordo com o Ministério da Defesa russo, em comunicado.

"Resultado de um complexo processo de negociação, três militares russos, pilotos das Forças Aeroespaciais Russas, que corriam perigo de vida em cativeiro, foram devolvidos do território controlado pelo regime de Kiev", indicou o ministério.

Mariupol foi devastada na primavera de 2022, durante um cerco liderado pelo exército russo contra soldados ucranianos, que estiveram entrincheirados durante várias semanas no enorme complexo fabril de Azovstal.

O porto estratégico de Mariupol foi conquistado pelas forças russas em maio, após mais de dois meses de um cerco que devastou grande parte da cidade, com a destruição de muitos edifícios de apartamentos, escolas e lojas.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas - 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,1 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa - justificada por Putin com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 8.709 civis mortos e 14.666 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Lusa

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