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EUA prometem apoio de 1,5 mil ME para ajuda humanitária da ONU

Data de publicação
14 Maio 2026
19:07

Os Estados Unidos comprometeram-se hoje com um apoio equivalente a 1,5 mil milhões de euros para ajuda humanitária das Nações Unidas, elevando o total para 3,3 mil milhões de euros.

O valor total, de 3,8 mil milhões de dólares, é inferior ao apoio anterior ao regresso de Donald Trump à Casa Branca.

“Graças a um compromisso claro com a reforma e ao progresso alcançado até agora, estamos muito felizes hoje (...) para anunciar 1,8 mil milhões de dólares num novo financiamento humanitário”, disse o embaixador norte-americano junto da ONU, Mike Waltz, numa conferência de imprensa com o chefe humanitário das Nações Unidas, Tom Fletcher.

No contexto de um corte drástico na ajuda externa pela administração Trump, os Estados Unidos chegaram a um acordo com a ONU em dezembro, comprometendo-se a libertar dois mil milhões de dólares (cerca de 1,7 mil milhões de euros) para programas humanitários em 18 países (88% dos quais já foram distribuídos, segundo a ONU) em troca de compromissos para tornar o sistema “mais eficiente”.

Washington acusou os programas humanitários da ONU de minar os valores e prioridades norte-americanos ao aderir a “ideologias sociais radicais”.

“Quando a ONU faz o que melhor sabe, distribuindo ajuda humanitária para lugares remotos e difíceis (...) pode ter sucesso”, disse Waltz.

“Só quando a organização se desvia da missão central é que tende a não desempenhar tão bem quanto devia”, acrescentou, descartando como “totalmente falsa” a “narrativa” na imprensa de que os Estados Unidos se retiraram dos esforços humanitários globais.

Segundo dados da ONU, os Estados Unidos continuaram a ser o principal doador mundial de planos humanitários em 2025, mas com uma queda significativa: 2,7 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros), comparado com 11 mil milhões (9,4 mil milhões de euros) em 2024.

Quando cerca de 250 milhões de pessoas, vítimas de guerras, epidemias, terramotos ou o impacto das alterações climáticas, precisam de assistência urgente, a ONU pediu 33 mil milhões de dólares (28 mil milhões de euros) para apoiar 135 milhões de pessoas em 2026.

Mas, perante a queda dramática do financiamento, a ONU apresentou em dezembro um plano mais apertado, ao pedir 23 mil milhões de dólares (19,7 mil milhões de euros) para ajudar pelo menos 87 milhões das pessoas mais em risco.

O plano está atualmente financiado com apenas um terço – 7,3 mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros) -, apoiando 14,4 milhões de pessoas desde janeiro, disse Fletcher, saudando a nova contribuição dos EUA.

Além da ajuda humanitária, os Estados Unidos não pagaram nada em 2025 para o orçamento geral da ONU, para o qual são, em princípio, o maior contribuidor.

As dívidas não pagas do país ainda ascendem a 2,036 mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros) para o orçamento geral e 2,2 mil milhões (1,9 mil milhões de euros) para operações de manutenção da paz.

Waltz disse que os Estados Unidos iam anunciar em breve uma “nova parcela significativa para o orçamento regular”, após 160 milhões de dólares (137 milhões de euros) em fevereiro.

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