Com a aproximação da coroação de Carlos III, alguns sul-africanos exigem a restituição do glorioso e maior diamante do mundo - Star of Africa - também conhecido como Cullinan I.
Com a aproximação da coroação de Carlos III, alguns sul africanos exigem a restituição do glorioso e maior diamante do mundo - Star of Africa - também conhecido como Cullinan I.
Trata-se de um diamante natural com história, o qual se encontra embutido no Cetro Real da Soberania Britânica que será passado a Carlos III, amanhã.
O diamante de 530 quilates (cl) foi minerado em Cullinan a 26 de janeiro de 1905.
Aquela pedra preciosa foi descoberta por Frederick Wells, gerente da área de mineração na Premier Mine e mais tarde foi oferecida ao rei Edward VII pelo então primeiro-ministro da Colónia do Transvaal, Louis Botha.
Mothuso Kamanga, advogado e ativista em Joanesburgo, insiste que o diamante seja devolvido à África do Sul porque "é um símbolo do nosso orgulho, herança e cultura".
Kamanga encabeçou uma petição pública que conta já com cerca de nove mil assinaturas para a devolução do famoso diamante.
Kamanga julga que "na generalidade o povo africano começa a ver que descolonizar não é somente deixar o povo com certas liberdades, mas também que seja restituído o que foi expropriado de nós".
Mohamed Abdulai, residente em Joanesburgo, disse "acreditar que o diamante deve ser trazido para casa, porque no fim do dia eles tiraram isso de nós enquanto nos oprimiam".
Muitas outras pessoas não compartilham a ideia da devolução. Diekeseng Nzhadzhaba, residente em Joanesburgo, diz que" isso agora já não importa, as coisas mudaram, evoluímos e já não nos oprimem mais".
Em setembro de 2022, a joia estava avaliada em 400 milhões de US$.
José Luiz da Silva - Correspondente em Joanesburgo (África do Sul)