O número de mortos causados por um desabamento de um prédio em Joanesburgo, África do Sul, subiu para nove, anunciaram hoje as autoridades locais, enquanto o Governo se prepara para demolir o edifício, alegando que foi construído ilegalmente.
A porta-voz dos Serviços de Gestão de Emergências de Joanesburgo, Xolile Khumalo, disse que mais dois corpos foram recuperados e um outro foi localizado nos escombros.
O responsável pela segurança pública de Joanesburgo, Mgcini Tshwaku, confirmou que nove corpos foram encontrados no prédio desabado, que se localizava num parque empresarial no sul de Joanesburgo.
Na segunda-feira, Khumalo disse que um piso no andar superior do edifício cedeu e caiu sobre as pessoas que estavam nos pisos inferiores, matando seis e deixando outras presas.
O presidente da Câmara de Joanesburgo, Dada Morero, afirmou que as investigações preliminares revelaram que nenhum plano formal foi apresentado à cidade para a estrutura do edifício, desrespeitando os regulamentos municipais e o controlo de edifícios.
Uma investigação para apurar as causas deste incidente está a decorrer e espera-se que seja seguida pela demolição da estrutura ilegal, segundo Dada Morero.
“De acordo com os nossos regulamentos, temos o poder de demolir”, declarou Morero, referindo que “assim que todos os processos forem concluídos, a demolição será realizada”.
O chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa, lamentou o incidente e endereçou condolências, sendo que espera que a investigação sobre o desabamento forneça respostas.
Os desabamentos de edifícios são considerados um risco de segurança grave e persistente no setor da construção civil sul-africano, que figura entre os quatro setores de alto risco no país, de acordo com o departamento de emprego e trabalho.
Nos últimos anos, ocorreram vários desabamentos de edifícios, alguns deles fatais, como o desabamento em maio de 2024 na cidade costeira de George, que causou 34 mortes. Na altura, as investigações apontaram para graves violações das normas de segurança.