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Nagorno-Karabakh: Número de refugiados a chegar à Arménia ultrapassa três mil

JM-Madeira

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Data de publicação
25 Setembro 2023
8:39

O Governo da Arménia anunciou hoje que chegaram ao país quase três mil pessoas deslocadas pela intervenção militar do Azerbaijão no território secessionista de Nagorno-Karabakh, cuja população era de maioria arménia.

Num comunicado, o executivo do primeiro-ministro Nikol Pashinian disse que, até às 06:00 (03:00 em Lisboa), chegaram à Arménia 2.906 refugiados vindos da autoproclamada república, também conhecida como Artsakh.

No total, até às 02:00 GMT desta segunda-feira, chegaram 2.906 pessoas deslocadas à força para a Arménia provenientes de Nagorno-Karabakh, indicou o executivo em comunicado.

Desse total, 2.100 já foram identificados e destes, quase mil preferiram ficar em casas particulares, enquanto outros 1.100 estão atualmente hospedados num centro humanitário criado na cidade de Kornidzor, na fronteira com o Azerbaijão e a cerca de 150 quilómetros de Nagorno-Karabakh.

O líder de Artsakh, Samvel Shahramanian, explicou que já partiram 30 autocarros com pessoas que ficaram desalojadas em consequência da intervenção militar do Azerbaijão e que estavam alojadas na base das forças de paz russas em Ivanian.

Muitos dos deslocados expressaram o desejo de se mudarem para casas de familiares em território arménio, destacou Shahramanian, citado pela rádio pública arménia.

Shahramanian sublinhou que quem quiser partir para a Arménia poderá fazê-lo nos próximos meses.

Em 19 de setembro, o Azerbaijão anunciou o lançamento de "operações antiterroristas" no Nagorno-Karabakh, depois da morte de quatro polícias do Azerbaijão e de dois civis, na sequência da explosão de minas colocadas por "sabotadores arménios", de acordo com Baku.

No dia seguinte, as autoridades do território secessionista, abandonado por Erevan, capitularam e foi acordado um cessar-fogo.

Pelo menos 200 pessoas morreram e 400 ficaram feridas, indicaram os separatistas arménios, e Nagorno-Karabakh viu-se confrontado com uma emergência humanitária, com relatos de escassez de eletricidade, gás, combustível e alimentos.

Lusa

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