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Médio Oriente: Mais de 2.500 mortos desde o início dos ataques israelitas no Líbano

Data de publicação
26 Abril 2026
18:39

Mais de 2.500 pessoas morreram no Líbano desde o início dos ataques israelitas, em 02 de março, segundo dados das autoridades de saúde libanesas, que demonstram uma violência persistente, apesar de um cessar-fogo considerado frágil.

De acordo com o Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde libanês, até este sábado morreram 2.509 pessoas e outras 7.755 ficaram feridas, números que incluem vítimas registadas já durante o período de trégua.

Só no sábado, ataques israelitas terão causado pelo menos sete mortos e 24 feridos, entre os quais três crianças, acrescenta o serviço de saúde libanês, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

Apesar da trégua anunciada em 16 de abril pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e prolongada por três semanas, as hostilidades mantiveram-se.

Hoje, por exemplo, vários meios de comunicação oficiais libaneses relataram novos bombardeamentos israelitas no sul do país, após avisos de evacuação emitidos pelo Exército israelita.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, justificou o ataque com o intuito de prevenir novas ofensivas do movimento xiita Hezbollah, acusando-o de violar o cessar-fogo.

O Hezbollah rejeitou as acusações, afirmando que as suas operações constituem uma “resposta legítima” às “violações contínuas” da trégua por parte de Israel desde o início do acordo. Em comunicado, citado pela agência de notícias francesa AFP, o movimento garantiu que continuará a retaliar e declarou-se preparado para defender o território libanês.

O grupo criticou ainda a intensificação dos ataques israelitas durante o período de cessar-fogo e manifestou oposição a negociações diretas com Israel, após contactos recentes em Washington entre representantes dos dois países.

Além disso, acusou o Governo libanês de inação face aos bombardeamentos e denunciou os termos da trégua, alegando que permitem a Israel continuar operações militares no país.

Segundo o acordo em vigor, Israel reserva-se o direito de atacar alvos do Hezbollah para impedir ações consideradas iminentes ou em curso.

A escalada atual ocorre num cenário de tensões prolongadas na fronteira israelo-libanesa, com trocas regulares de ataques desde o reinício das hostilidades em março.

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