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Autor do ataque em Washington identificado como engenheiro mecânico da Califórnia

Data de publicação
26 Abril 2026
19:52

O homem que abriu fogo durante o jantar anual dos jornalistas acreditados em Washington, foi identificado como um engenheiro mecânico de 31 anos natural da Califórnia, avançou hoje a imprensa norte-americana.

Horas após os disparos à porta do salão onde decorria o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no sábado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, partilhou, nas redes sociais, uma fotografia do suspeito, algemado e deitado num tapete.

O homem foi hoje identificado pela imprensa dos EUA como Cole Tomas Allen, um engenheiro mecânico de 31 anos, residente em Torrance, no sudoeste de Los Angeles, na Califórnia.

Segundo o tablóide New York Post, o suspeito enviou uma mensagem à sua família, antes de realizar o ataque, na qual admitiu a sua intenção de matar membros da administração de Donald Trump, que classificou como “criminosos”.

Donald Trump defendeu hoje que este homem foi movido por um “ódio forte e anticristão”.

Em entrevista telefónica à cadeia norte-americana Fox News, Trump descreveu o atirador como um “tipo muito problemático” cujos motivos, segundo alega com base num manifesto e em informações recolhidas pelas autoridades, tinham uma origem religiosa radical.

“Quando se lê o seu manifesto, percebe-se que ele odeia os cristãos. Isso é certo. É um ódio forte e anticristão”, comentou o líder norte-americano, que foi retirado do local pelos serviços secretos quando foram escutados tiros no Hotel Washington Hilton, à porta do salão onde se realizava um jantar promovido pela Associação dos Correspondentes da Casa Branca.

Donald Trump afirmou que a própria família do atirador estava consciente dos seus problemas e tendências violentas.

Em declarações hoje à cadeia NBC, o procurador-geral interino Todd Blanche, indicou que o homem tinha provavelmente como alvo o Presidente dos Estados Unidos e outros altos elementos da sua administração.

Do salão de baile foi também retirado apressadamente o vice-presidente norte-americano, JD Vance, bem como a primeira-dama, Melania Trump, enquanto os convidados se protegiam debaixo das mesas.

O homem, que, apesar de não ter ficado ferido, se encontra no hospital para avaliação, não está a cooperar com as autoridades, segundo Todd Blanche, e deverá comparecer no tribunal federal no Distrito de Columbia na segunda-feira para conhecer as acusações formais.

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