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Médio Oriente: Egito pede “máxima contenção” em Gaza antes da reabertura de Rafah

Data de publicação
31 Janeiro 2026
17:40

As autoridades egípcias pediram hoje às partes “máxima contenção” antes da reabertura da passagem de Rafah, entre o seu território e a Faixa de Gaza, condenando “nos termos mais veementes” os últimos ataques israelitas no enclave palestiniano.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito “exorta todas as partes a assumirem plenamente as suas responsabilidades nesta fase delicada” e a evitarem “qualquer ação que possa comprometer o processo em curso”, referindo-se ao cessar-fogo entre Israel e os islamitas do Hamas, em vigor no enclave palestiniano desde 10 de outubro.

Os últimos ataques aéreos israelitas mataram hoje pelo menos 32 pessoas, incluindo várias mulheres e crianças, segundo a Defesa Civil do enclave palestiniano, cujas autoridades são controladas pelo Hamas.

Além da diplomacia do Cairo, o Qatar, que também exerce funções de mediação no conflito na Faixa de Gaza, condenou os últimos ataques no território e as “repetidas violações israelitas” da trégua.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros descreveu os bombardeamentos israelitas como uma “escalada perigosa”, que pode “minar os esforços regionais e internacionais para consolidar a trégua”.

Segundo as autoridades de Doha, os ataques são “uma ameaça direta ao processo político em curso” e pediu a Israel que “respeite integralmente” os termos do acordo.

O dia de hoje foi um dos mais sangrentos na Faixa de Gaza desde o início da trégua, em véspera da reabertura parcial da passagem fronteiriça de Rafah.

Uma fonte na fronteira indicou à agência France-Presse (AFP) que no domingo será dedicado sobretudo aos preparativos e a questões logísticas, incluindo a chegada de uma delegação da Autoridade Palestiniana.

A passagem será aberta “a título experimental” para permitir a retirada de palestinianos feridos, antes da reabertura completa na segunda-feira, disseram à AFP outras três fontes na fronteira.

“Ainda não foi alcançado qualquer acordo sobre o número de palestinianos autorizados a entrar e a sair”, segundo as mesmas fontes, acrescentando que o Egito planeia permitir o acesso de todos aqueles que Israel autorizar que usem a passagem.

Rafah está encerrada desde que as forças israelitas assumiram o seu controlo, em maio de 2024, com exceção de uma reabertura limitada no início de 2025, como parte de uma trégua anterior que não teve seguimento.

Este é o único ponto de entrada e saída entre a Faixa de Gaza e o exterior que não passa por Israel.

A sua reabertura está estipulada no acordo de cessar-fogo, promovido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que entrou em vigor em 10 de outubro, sendo aguardado com expetativa por habitantes, ONU e outras organizações internacionais, dada a grave situação humanitária no território.

A reabertura de Rafah era esperada durante a primeira fase do cessar-fogo, mas os Estados Unidos anunciaram em meados de janeiro a transição para a etapa seguinte, apesar de Israel e o Hamas se acusarem diariamente de violação do entendimento.

A primeira fase incluiu a troca de reféns (20 vivos e 28 mortos e todos já repatriados) por prisioneiros palestinianos, a retirada parcial das forças israelitas da Faixa de Gaza e a entrada de ajuda humanitária no território.

As próximas etapas preveem um Governo de transição tecnocrático, já constituído, o desarmamento do Hamas, a criação de uma força militar internacional e a reconstrução do enclave.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave palestiniano, que provocou mais de 71 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

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