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Total de 44 espécies extinguiram-se em 2025 - Lista Vermelha UICN

Data de publicação
31 Janeiro 2026
17:48

Um total de 44 espécies animais, fungos e vegetais foram declaradas extintas em 2025, segundo avaliações científicas realizadas por especialistas em todo o mundo, refletidas na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Entre as espécies declaradas extintas estão várias de aves, mamíferos e invertebrados que já pertencem à categoria que os especialistas chamam “irreversível”.

O maçarico-de-bico-fino (Numenius tenuirostris), uma ave migratória que durante séculos aparecia no céu da Europa, Ásia e norte de África, foi uma das espécies declaradas extintas.

Outra foi o caracol-cone (Conus lugubris), um pequeno caracol marinho que habitava as costas de Cabo Verde e cuja picada era venenosa para os humanos, mas era apontado pelos cientistas como relevante para o equilíbrio da biodiversidade do oceano.

Entre os desaparecimentos definidos em 2025, também está o musaranho (Crocidura trichiura) da ilha do Natal, um pequeno insetívoro, semelhante a um rato, com cerca de 15 centímetros, que foi avistado pela última vez na década de 1980.

A UICN alerta que atualmente são mais de 48.600 as espécies em perigo de extinção, número que representa cerca de 28% do total de espécies avaliadas, sendo as cigarras (71%), os corais (44%), os anfíbios (41%) e os tubarões e raias (38%) alguns dos mais ameaçados.

“As espécies avaliam-se com critérios quantitativos que medem o risco de extinção, como a dimensão e a tendência da população, a área de distribuição, o grau de fragmentação, velocidade da queda [do seu número] e a probabilidade de extinção estimada”, explicou à agência EFE a coordenadora do Programa de Espécies no Centro de Cooperação do Mediterrâneo da UICN, Catherine Numa.

Estes critérios, comuns a todos os grupos biológicos, permitem classificar as espécies desde a categoria ‘preocupação menor’ até ‘extinta’.

Segundo dados da UICN, nos últimos cinco anos, quase um total de 310 espécies passaram à categoria ‘extinta’, embora o número também esteja relacionado com os estudos realizados.

A organização alerta que “a taxa de extinção é hoje muito maior” e são observados “padrões muito claros”, como a perda e degradação do habitat, a introdução de espécies invasoras (que não são caraterísticas de determinada região), a sobre-exploração, a frequência de doenças e as alterações climáticas.

Todos estes padrões têm em comum a atividade humana, direta ou indiretamente, mas a humanidade ainda está a tempo de salvar muitas espécies, defendeu Catherine Numa.

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