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Irão: China manda enviado especial ao Médio Oriente para tentar mediar crise regional

Data de publicação
04 Março 2026
18:04

O chefe da diplomacia chinesa anunciou hoje que o enviado especial da China para o Médio Oriente irá viajar para a região para tentar mediar a escalada iniciada pelos ataques norte-americanos e israelitas contra o Irão.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, anunciou o envio do diplomata durante uma conversa com o homólogo saudita, Faisal bin Farhan, a quem transmitiu que a propagação do conflito é algo que Pequim “não deseja ver”.

”A China insta veementemente todas as partes a cessarem as operações militares, retomar o diálogo e as negociações o mais rapidamente possível e evitar uma maior escalada das tensões”, afirmou o chefe da diplomacia chinesa, que classificou como inaceitável o uso indiscriminado da força, especialmente “contra civis inocentes ou alvos não militares”, referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado.

Wang Yi garantiu ainda que a China “aprecia a moderação e o compromisso da Arábia Saudita com a resolução pacífica das diferenças” e que “a reconciliação alcançada entre os países da região é inestimável e merece ser valorizada e promovida”.

As palavras de Wang Yi podem ser interpretadas como uma referência ao restabelecimento das relações entre a Arábia Saudita e o Irão no final de 2003, um processo em que a China atuou como mediadora e que Pequim considera ter sido uma das suas maiores conquistas no Médio Oriente, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Por seu lado, o ministro saudita manifestou a Wang Yi a sua preocupação com a propagação e intensificação do conflito, sublinhando que Riade reserva o “direito à legítima defesa, na esperança de que a crise possa ser atenuada e avançar para uma desescalada”.

O chefe da diplomacia saudita disse também que Riade está disposta a fortalecer a comunicação e a coordenação com a China para promover a paz e deter o conflito, segundo o comunicado oficial de Pequim.

Wang Yi também falou hoje com o homólogo dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Abdullah bin Zayed Al Nahyan, tendo insistido que “não se deve ultrapassar a linha vermelha da proteção dos civis durante o conflito; não se devem atacar alvos não militares, como os energéticos, económicos e de subsistência, e deve-se manter a segurança das rotas marítimas”.

Este é o terceiro dia consecutivo em que o chefe da diplomacia chinesa mantém contactos com países envolvidos ou afetados pelo conflito, entre eles Israel e Omã, além do Irão, um aliado político próximo da China.

A China, um dos principais parceiros comerciais de Teerão e um dos maiores compradores de petróleo iraniano, tem defendido repetidamente uma “solução política” para a questão nuclear do país.

Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro uma ofensiva ao Irão para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, tendo matado o guia supremo iraniano, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, e grande parte dos altos responsáveis da Guarda Revolucionária.

O Conselho de Liderança Iraniano dirige o país após a morte de Khamenei.

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

Segundo as autoridades iranianas, os ataques israelitas e norte-americanos causaram, até agora, mais de mil mortos. Os Estados Unidos confirmaram a morte de seis militares norte-americanos.

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