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Extrema-direita alemã quer reativar gasoduto russo e deixar de apoiar renováveis

Data de publicação
12 Abril 2026
16:39

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) publicou hoje um documento comprometendo-se a viabilizar a reativação do gasoduto russo NordStream, parcialmente destruído num ataque em 2022, retomar a energia nuclear e acabar com apoios às renováveis.

“Continuaremos a diversificar o fornecimento de gás e petróleo, no interesse da Alemanha, evitar novas dependências das importações e viabilizar a reativação das rotas de abastecimento existentes, como o gasoduto NordStream”, refere o documento, citado pela agência Efe.

A publicação ocorreu após uma reunião do grupo parlamentar da AfD em Cottbus (leste da Alemanha), lamentando o partido, frequentemente, a perda daquela que, até à invasão russa da Ucrânia, era a principal via de abastecimento de gás da Alemanha, criticando também repetidamente a alegada inação das autoridades alemãs no esclarecimento do sucedido.

Na altura do atentado, em setembro de 2022, não havia fluxo de gás em nenhum dos ramais do gasoduto, e um dos ramais do gasoduto tornou-se inutilizável, uma vez que a Rússia tinha cortado o fornecimento de gás à Alemanha meses antes, enquanto o gasoduto conhecido como NordStream 2 nem sequer entrou em funcionamento.

Um antigo membro dos serviços secretos ucranianos permanece sob custódia na Alemanha a aguardar julgamento, acusado de coordenar um grupo de mergulhadores que alegadamente submergiu no Mar Báltico para plantar explosivos nas infraestruturas.

No documento de política publicado hoje, que se centra em questões energéticas e económicas, a AfD promete ainda eliminar os subsídios para a construção de infraestruturas de energia solar e eólica e continuar a utilizar gás e carvão após 2038.

Além disso, em linha com posições anteriormente expressas, o partido, que disputa votos com a União Democrata Cristã (CDU) do chanceler Friedrich Merz, reiterou a sua promessa de revitalizar a energia nuclear.

“A energia nuclear deve ser reavaliada politicamente e revitalizada tecnologicamente: isto deve incluir uma moratória na reconstrução de centrais nucleares desativadas, a reparação e reativação de instalações existentes, uma extensão da sua vida útil e uma revisão da adequação dos tipos de reatores modernos”, refere o documento.

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