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Irão: Omã pede a Teerão e EUA que façam “concessões dolorosas” para fazer avançar negociações

Data de publicação
12 Abril 2026
16:43

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã sugeriu hoje ao Irão e aos Estados Unidos que façam “concessões dolorosas” para levar as negociações a bom termo, apelando simultaneamente a “uma prorrogação do cessar-fogo”.

”Para ter sucesso, cada um terá talvez de fazer concessões dolorosas, mas isso não é nada comparado com a dor do fracasso e da guerra”, afirmou Badr al-Busaidi na rede social X, algumas horas após o fracasso das negociações entre as duas partes durante uma reunião no Paquistão.

”Exorto veementemente a que o cessar-fogo seja prolongado e que as conversações prossigam”, escreveu ainda o ministro de Omã, que tinha mediado outras discussões entre Teerão e Washington antes do início da guerra.

Um dos principais pontos de discórdia entre Teerão e Washington é em torno do estreito de Ormuz.

Uma das condições que Teerão levou para as negociações em Islamabad foi a da manutenção do controlo do estreito e cobrança de taxas à navegação, a dividir com Omã, na outra margem de Ormuz.

O Irão tem mantido o controlo total sobre a navegação pelo estreito, tendo apenas permitido desde o início da guerra a passagem de navios de países aliados, e com os quais manteve conversações recentes, como são os casos da China e da índia.

O comunicado da diplomacia de Omã surge momentos depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado um bloqueio naval por parte dos Estados Unidos ao estreito.

O republicano justificou esta decisão com a intransigência de Teerão em abandonar as suas ambições nucleares, ainda que as discussões no Paquistão tenham corrido bem e que “a maioria dos pontos” tenham sido “objeto de um acordo”.

“A partir de agora, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, dará início ao processo de bloqueio de todos os navios que tentem entrar ou sair do estreito de Ormuz”, escreveu na sua rede social, a respeito da via marítima estratégica por onde transita um quinto do petróleo bruto mundial e que se situa entre o Irão e o sultanato de Omã.

Em duas longas mensagens, o líder norte-americano advertiu: “qualquer iraniano que nos dispare, ou que dispare contra navios pacíficos, será pulverizado”, dando a entender que “outros países” estariam envolvidos no esforço de bloqueio, sem, no entanto, os nomear.

Antes da comunicação de Trump, o sultão de Omã, Haitham bin Tarik al Said, conversou com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, com este último a instar os Estados Unidos e o Irão a “encontrarem uma solução” e a evitarem qualquer escalada significativa do conflito.

Ambos abordaram as conversações de paz entre Washington e Teerão e concordaram que é vital que o cessar-fogo se mantenha e que todas as partes evitem qualquer escalada, referiu o gabinete de Starmer, em comunicado.

O sultão de Omã atualizou Starmer sobre a situação no estreito de Ormuz, tendo o líder britânico agradecido os esforços de Omã para resgatar os marinheiros dos navios em perigo na região.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deu hoje por terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.

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