O Imovirtual, portal imobiliário de referência, apresentou o primeiro Barómetro dos Concelhos. Trata-se de uma nova análise lançada em este ano que aprofunda a evolução dos preços médios anunciados de arrendamento e venda na análise por concelhos.
O estudo, de acordo com nota do portal imobiliário, analisa os dados de janeiro de 2026, comparando-os com dezembro de 2025 e janeiro de 2025, e traça um retrato das dinâmicas do mercado imobiliário nos concelhos com maior pressão e naqueles que continuam a apresentar alternativas mais acessíveis, mantendo um mercado ativo.
O mercado de arrendamento continua a mostrar uma forte polarização entre concelhos urbanos e turísticos, onde os preços se mantêm elevados, e territórios tradicionalmente mais acessíveis, que registam subidas progressivas.
Nos concelhos onde a pressão no arrendamento é mais evidente, Cascais destaca-se de forma clara, ao atingir uma renda média de 2.500€, após uma subida mensal de +8,7% e anual de +13,6%. Lisboa segue como o maior mercado do País, com uma renda média de 1.800€ (+4% mensal; +5,9% anual). Também no Funchal os valores atingem os 1.800€, com uma valorização anual de +12,5%, apesar de uma oferta bastante mais limitada. Em contraste, alguns concelhos continuam a apresentar valores mais moderados, mantendo ainda uma dinâmica relevante de mercado. É o caso do Porto Moniz, que surge como o concelho com a renda média mais baixa do conjunto analisado, nos 600€, estável face a dezembro e +4,3% acima do valor registado em janeiro de 2025.
Já no segmento de compra, e de acordo com o Imovirtual, a valorização mantém-se mais intensa nos concelhos premium, enquanto começa a consolidar-se também em mercados intermédios. Entre os concelhos com preços de venda mais elevados, Cascais volta a liderar de forma destacada, ao atingir um valor médio de 1.350.000€, após uma subida mensal de +12,5% e anual de +22,7%,Segue-se Calheta (Madeira), com 950.000€ (+5,6% mensal; +18,8% anual), embora com uma oferta muito reduzida.
“Este barómetro confirma que o mercado imobiliário português está cada vez mais fragmentado à escala local. Os dados mostram uma pressão muito concentrada em concelhos urbanos e turísticos, tanto no arrendamento como na venda, enquanto outros territórios continuam a absorver procura por serem relativamente mais acessíveis”, afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.
A análise concelhia confirma que o mercado imobiliário português entra em 2026 marcado por fortes assimetrias territoriais, com diferenças cada vez mais acentuadas entre concelhos, tanto em preços como em disponibilidade de oferta.