José Manuel Rodrigues admitiu, já na manhã desta sexta-feira, que o aumento do preço dos combustíveis possa vir a ter impacto direto nos transportes marítimos.
O secretário regional da Economia falava numa cerimónia de apresentação dos mais recentes números relativos ao movimento de passageiros e também a de carga nos portos da Região, no ano 2025, mas também já nos dois primeiros de 2026.
Relativamente aos aumentos, José Manuel Rodrigues clarificou que “os fretes dos transportes marítimos, designadamente naquilo que a Madeira importa, mas também daquilo que exporta, é fixado mensalmente na base de uma equação, que tem a ver naturalmente com o preço do petróleo a nível internacional, mas também com outros fatores”.
Ora, a subida não teve, por isso mesmo, ainda qualquer consequência a esse nível, conforme as suas próprias palavras - “Ainda não estamos a ter repercussão no preço dos fretes dos transportes marítimos entre o Porto de Leixões e Lisboa com o Porto do Caniçal” – mas admite que tal possa a vir a suceder a breve prazo. “Não quer dizer que não venha a acontecer dentro de duas ou três semanas”, conforme ressalvou.
Quanto aquilo que a Região (ainda) pode fazer para mitigar aquele inflacionamento, o governante exaltou que “enquanto no IRS, no IRC e no IVA a Região dispõe de 30% de margem para reduzir esses impostos, no ISP nós não temos essa possibilidade de reduzir o imposto”, não detetando mais ferramentas de atuação ao Governo Regional.
Recorde-se que uma semana depois das consequências sofridas em território continental, a Região Autónoma da Madeira também não escapa à crise do Médio Oriente e vem aí um brutal aumento no preço dos combustíveis, já a partir de segunda-feira, com o gasóleo a chegar aos 1,700 euros por litro (+18,7 cêntimos), a gasolina IO95 a ascender aos 1,656 euros por litro (+ 7,2 cêntimos) e o gasóleo colorido a subir para 1,216 euros por litro (18,8 cêntimos).